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Lucas 02.21-24 - NASCIDO DEBAIXO DA LEI DE MOISÉS PARA NOS RESGATAR DELA

NASCIDO DEBAIXO DA LEI DE MOISÉS PARA NOS RESGATAR DELA

Todo povo precisa de leis. Não é possível formar uma nação, se não houver um conjunto de leis que organizem a vida do seu povo. Será mais desenvolvido um país que obedeça suas leis. Uma das grandes tragédias sociais do Brasil é que fazemos leis (e há leis demais no Brasil) para não serem obedecidas. Nós temos o nosso famoso “jeitinho” para burlar a aplicação das leis. O julgamento do mensalão é um caso típico de desrespeito às leis. Como podem criminosos do “colarinho branco” serem condenados e ficar mais de oito anos sem por os pés em uma penitenciária? Ah! Se eles fossem pobres! Nos tempos bíblicos, Israel era o povo especial de Deus. Ele havia dado um conjunto de leis para organizar a vida deste povo em todos os sentidos: espiritual, legal, ético e até sanitário. Este conjunto de leis ficou conhecido como Lei de Moisés. Era a Constituição do povo de Israel. Os objetivos de Deus em dar a Lei de Moisés eram: 1) organizar um bando enorme de ex-escravos em uma Nação; 2) mostrar sua vontade para que eles cumprissem. No texto de Lucas 2.21-24, há vários eventos de cumprimento da Lei de Moisés por parte do bebê Jesus através de seus  pais.
        Maria e José moraram em Belém durante algum tempo após o nascimento de Jesus. Ao completar oito dias de nascido, Jesus foi circuncidado (circuncisão é o corte da pele que reveste a glande do pênis) (v. 21). A circuncisão era necessária para o homem que quisesse ser israelita. Era um dos mandamentos da Lei de Moisés, mas o costume tinha-se iniciado muito tempo antes quando Deus deu a seguinte ordem a Abraão: “da sua geração em diante, todo menino de oito dias de idade entre vocês terá de ser circuncidado ... minha aliança, marcada no corpo de vocês, será uma aliança perpétua” (Gênesis 17.12-13). Jesus foi circuncidado, o que significa que ele tinha uma nacionalidade: era israelita e, como tal, já começava a obedecer a Lei de Moisés. Nesta ocasião, o menino recebia oficialmente seu nome. José e Maria colocaram nele o nome que o anjo já havia dito a eles: JESUS. Este nome significa: YAHWEH (Jeová) é salvação. Que nome mais apropriado para este menino. Ele é o próprio Jeová do Antigo Testamento que agora vem e, tornando-se homem, vai nos salvar por sua morte na cruz. Deste versículo aprendemos mais duas lições: toda criança tem direito a um nome e a uma nacionalidade. Toda pessoa humana tem direito à sua individualidade (nome) e à sua comunidade (nacionalidade).
            Cerca de quarenta dias depois, Jesus é levado ao templo em Jerusalém, a capital do país para duas celebrações que eram feitas juntas (v. 22-23). A primeira era a purificação da maternidade de Maria, conforme a determinação de Levítico 12. A segunda era a dedicação do filho mais velho e seu resgate, conforme Números 18.15-16. Todo primeiro filho deveria pertencer ao Senhor por conta do que havia acontecido no Egito quando Deus libertou Israel da escravidão através de uma praga que matou todo filho mais velho de cada família egípcia. Em Israel, porém, o filho mais velho deveria ser resgatado pelos pais. Para seu resgate, seus pais entregaram duas rolinhas ou dois pombinhos, que era a oferta de pessoas pobres (v. 24).
Há três preciosas lições aqui. Primeira: Jesus faz parte de toda a tradição religiosa do povo de Israel conforme preceitua o Antigo Testamento. Isto é importante porque, como ele próprio disse, a salvação do mundo vem de Israel (João 4.22). Todo o Antigo Testamento aponta para Jesus como salvador. Segunda lição: Jesus foi dedicado a Deus por seus pais mas resgatado. Mais tarde, seu Pai Celestial ofereceu-o como resgate por todos nós. Ele ocupou o lugar dos cordeiros, bois e pombas que eram sacrificados e deu sua vida pelo resgate das nossas (1ª Pedro 1.18-19). Terceira lição: Jesus foi um homem materialmente pobre. Nasceu e viveu como pobre. Fez-se pobre para nos enriquecer (2ª Coríntios 8.9). Se você é materialmente pobre, Jesus se fez igual a você.
Por que, em sua vida, Jesus cumpriu a lei de Moisés? Para libertar-nos desta mesma Lei através de sua morte: “assim, meus irmãos, vocês também morreram para a Lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerem a outro, àquele que ressuscitou dos mortos, a fim de que venhamos a dar fruto para Deus ... mas agora, morrendo para aquilo que antes nos prendia, fomos libertados da Lei, para que sirvamos conforme o novo modo do Espírito, e não na velha forma da Lei escrita” (Romanos 7.4,5).

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