NASCIDO DEBAIXO
DA LEI DE MOISÉS PARA NOS RESGATAR DELA
Todo povo precisa de leis. Não é possível
formar uma nação, se não houver um conjunto de leis que organizem a vida do seu
povo. Será mais desenvolvido um país que obedeça suas leis. Uma das grandes
tragédias sociais do Brasil é que fazemos leis (e há leis demais no Brasil)
para não serem obedecidas. Nós temos o nosso famoso “jeitinho” para burlar a
aplicação das leis. O julgamento do mensalão é um caso típico de desrespeito às
leis. Como podem criminosos do “colarinho branco” serem condenados e ficar mais
de oito anos sem por os pés em uma penitenciária? Ah! Se eles fossem pobres!
Nos tempos bíblicos, Israel era o povo especial de Deus. Ele havia dado um
conjunto de leis para organizar a vida deste povo em todos os sentidos:
espiritual, legal, ético e até sanitário. Este conjunto de leis ficou conhecido
como Lei de Moisés. Era a Constituição do povo de Israel. Os objetivos de Deus
em dar a Lei de Moisés eram: 1) organizar um bando enorme de ex-escravos em uma
Nação; 2) mostrar sua vontade para que eles cumprissem. No texto de Lucas 2.21-24, há vários eventos de
cumprimento da Lei de Moisés por parte do bebê Jesus através de seus pais.
Maria
e José moraram em Belém durante algum tempo após o nascimento de Jesus. Ao
completar oito dias de nascido, Jesus foi circuncidado (circuncisão é o corte
da pele que reveste a glande do pênis) (v. 21). A circuncisão era necessária
para o homem que quisesse ser israelita. Era um dos mandamentos da Lei de
Moisés, mas o costume tinha-se iniciado muito tempo antes quando Deus deu a
seguinte ordem a Abraão: “da sua geração em diante, todo menino de oito dias de
idade entre vocês terá de ser circuncidado ... minha aliança, marcada no corpo
de vocês, será uma aliança perpétua” (Gênesis 17.12-13). Jesus foi
circuncidado, o que significa que ele tinha uma nacionalidade: era israelita e,
como tal, já começava a obedecer a Lei de Moisés. Nesta ocasião, o menino
recebia oficialmente seu nome. José e Maria colocaram nele o nome que o anjo já
havia dito a eles: JESUS. Este nome significa: YAHWEH (Jeová) é salvação. Que nome mais apropriado para este
menino. Ele é o próprio Jeová do Antigo Testamento que agora vem e, tornando-se
homem, vai nos salvar por sua morte na cruz. Deste versículo aprendemos mais
duas lições: toda criança tem direito a um nome e a uma nacionalidade. Toda
pessoa humana tem direito à sua individualidade (nome) e à sua comunidade
(nacionalidade).
Cerca
de quarenta dias depois, Jesus é levado ao templo em Jerusalém, a capital do
país para duas celebrações que eram feitas juntas (v. 22-23). A primeira era a
purificação da maternidade de Maria, conforme a determinação de Levítico 12. A
segunda era a dedicação do filho mais velho e seu resgate, conforme Números
18.15-16. Todo primeiro filho deveria pertencer ao Senhor por conta do que
havia acontecido no Egito quando Deus libertou Israel da escravidão através de
uma praga que matou todo filho mais velho de cada família egípcia. Em Israel,
porém, o filho mais velho deveria ser resgatado pelos pais. Para seu resgate,
seus pais entregaram duas rolinhas ou dois pombinhos, que era a oferta de
pessoas pobres (v. 24).
Há três preciosas lições aqui. Primeira:
Jesus faz parte de toda a tradição religiosa do povo de Israel conforme
preceitua o Antigo Testamento. Isto é importante porque, como ele próprio
disse, a salvação do mundo vem de Israel (João 4.22). Todo o Antigo Testamento
aponta para Jesus como salvador. Segunda lição: Jesus foi dedicado a Deus por
seus pais mas resgatado. Mais tarde, seu Pai Celestial ofereceu-o como resgate
por todos nós. Ele ocupou o lugar dos cordeiros, bois e pombas que eram
sacrificados e deu sua vida pelo resgate das nossas (1ª Pedro 1.18-19).
Terceira lição: Jesus foi um homem materialmente pobre. Nasceu e viveu como
pobre. Fez-se pobre para nos enriquecer (2ª Coríntios 8.9). Se você é
materialmente pobre, Jesus se fez igual a você.
Por que, em sua vida, Jesus cumpriu a lei
de Moisés? Para libertar-nos desta mesma Lei através de sua morte: “assim, meus
irmãos, vocês também morreram para a Lei, por meio do corpo de Cristo, para
pertencerem a outro, àquele que ressuscitou dos mortos, a fim de que venhamos a
dar fruto para Deus ... mas agora, morrendo para aquilo que antes nos prendia,
fomos libertados da Lei, para que sirvamos conforme o novo modo do Espírito, e
não na velha forma da Lei escrita” (Romanos 7.4,5).
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