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PORQUE GOSTO DE CORRER!

Whitson Ribeiro da Rocha

 

         Hoje participei, pela primeira vez em 66 anos de vida, da minha primeira meia maratona. Corri 21 Km em 2 horas e 28 minutos. Foi minha primeira corrida nesta linda cidade de Natal/RN. Minhas participações em corridas começaram cerca de 10 anos atrás na cidade de Presidente Prudente/SP. Sempre que possível participo de corridas de rua. Eu amo correr!

         Amo correr porque tem uma energia enorme entre todos nós corredores. É lindo demais, antes da largada, ver as pessoas preparadas e aguardando o momento de começar. A grande maioria é composta de jovens, mas tem uma ótima participação de gente de meia-idade e idosos como eu. Quando começa a largada, que emoção quando eu olho para frente e vejo aquele mar de gente, olho para trás e tem muita gente ainda. Isto me dá um sentimento de unidade e comunhão com todos os meus amigos corredores. Ninguém está ali para chegar na frente do outro, para provar que é melhor que o outro. Um ajuda o outro, quando acontece de alguém parar ou sentir-se mal, os outros param e incentivam ou ajudam. Para nós que corremos, é muito importante que todos cheguem e ninguém fique para trás, sem chegar. Quando cruzamos a linha de chegada, sabemos que os outros ou já chegaram ou chegarão e isto dá uma profunda alegria. Se você já participou de uma corrida sabe dos sentimentos que estou falando.

         Amo correr porque nas corridas eu vejo o esforço das pessoas em desafiar seus limites. O que eu vi na corrida de hoje? Vi pessoas obesas correndo e se esforçando por chegar lá. Lembra que a corrida de hoje era de 21 Km. Vi um senhor aleijado, sem uma das pernas, correndo com suas muletas. Eu o passei e fiquei admirado pelo seu esforço (o pessoal PCD largou antes do meu pelotão). Em um momento da corrida, quem já tinha alcançado a metade, voltava e se encontrava com quem estava indo, na mesma rua. Aquele senhor era o último corredor, e quando ele passou por nós, todos o aplaudimos e falamos palavras de ânimo. Vi algumas pessoas com câimbras que paravam, mas logo outras a ajudavam ou levavam ao pessoal médico. Esforço e solidariedade: quer coisa melhor?

Amo correr porque naquele grupo de pessoas que correm, somos todos iguais. Nossas diferenças não fazem nenhum sentido na corrida. Não sei quem é médico, advogado, estudante, dona de casa, gari, pedreiro ou desempregado. Ali não importa. Não sei se a pessoa vota em Lula, Bolsonaro ou vai anular o voto. Ali isto não importa. Não sei se é evangélico, católico, muçulmano, ateu, do candomblé ou da umbanda. Ali isto não tem valor nenhum. Nenhuma diferença tem importância na corrida. O único valor ali é que é um amigo fazendo o mesmo esforço que eu faço e procurando atingir o mesmo objetivo que eu também quero. Ah, se o mundo fosse assim sempre!

Agora quero falar de mim. Amo correr porque, na corrida, eu me encontro comigo mesmo. Ao correr, penso na minha vida e no que preciso fazer ou melhorar. Ao correr, observo a natureza e também tudo aquilo que o ser humano criou, como a rua, os edifícios, os parques e penso que sou parte de tudo isto. Que sou beneficiado por viver neste tempo e neste país e que tenho de contribuir para melhorar tudo. Eu sou daqui. Ao correr, também converso com Deus e aí só sou gratidão. Sou grato porque ele me deu saúde para chegar ali com a minha idade, me deu condições de vida, inclusive financeira para desfrutar estes momentos. Ele me deu uma família que me ama e sempre me incentiva na vida. No meu caso, ele me fez conhecer Jesus de uma forma tão íntima que não consigo viver sem amá-lo. Nas minha corridas, sempre digo a Jesus que o amo.

Quero fazer um desafio a você que tem condições físicas para isto. Comece a correr. Comece sozinho correndo um, dois, três Km. Daqui a pouco você está correndo cinco. Aí você nunca mais para. Participe destas corridas de rua. Você vai entender meu texto dentro de você. Se não gosta de correr, ou não pode, faça outra atividade física: musculação, natação, bicicleta, caminhada. Talvez você diga: “meu trabalho já exige muito de mim”. Pode ser. Mas a atividade física melhora o seu corpo de uma forma que o trabalho diário não consegue. Também não diga que está velho demais para correr. Corrida ou outra atividade física não tem idade. Você vai ver que fica mais jovem na sua vivência.

Termino com duas frases que eu ouço sempre. Uma é quando estamos contando os segundos para o início: “Vamos correr, pessoal”. A outra é no meio da prova, quando alguém sempre diz: “Meu Deus, falta muito ainda?”

Outro golaço do governo Lula: os pobres estão isentos de pagar Imposto de Renda

OUTRO GOLAÇO DO GOVERNO LULA: OS POBRES ESTÃO ISENTOS DE PAGAR IMPOSTO DE RENDA

Pastor Whitson Ribeiro da Rocha

 

            Primeiro foi o relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO/ONU) que, no dia 28/07, retirou o Brasil do Mapa da Fome. Isto significou que, de 2023 até hoje, cerca de 24 milhões de pessoas começaram a ter alimentação suficiente para suas necessidades. Depois foi a reação positiva da economia brasileira, liderada pelo governo, que continuou exportando seus produtos apesar do “tarifaço” imposto ao Brasil pelo governo Trump dos Estados Unidos. Não houve perda de exportação em relação ao mundo e nem demissões em massa por causa disto.

O último golaço do governo Lula foi a aprovação na Câmara Federal do projeto do governo de isentar do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5.000,00 e descontos para quem ganha até R$ 7.300,00. Cerca de 16 milhões de brasileiros serão beneficiados diretamente. Estes brasileiros têm famílias e dependentes o que vai beneficiar dezenas de milhões de pessoas no final. Fora o fato de que estas pessoas vão investir seu dinheiro comprando conforme suas necessidades, o que vai movimentar o comércio e a indústria. Estes 16 milhões são as pessoas mais pobres entre os trabalhadores, os que ganham menos. Esta é uma forma de valorizar e melhorar a vida desta gente que tanto precisa.

Agora este projeto de lei deve ser aprovado pelo Senado Federal. Não há dúvidas de que isto ocorrerá até porque o Senado já está debatendo o assunto e é amplamente favorável. Além do mais o placar da Câmara não deixa dúvidas do que acontecerá no Senado. Depois disto, o presidente Lula vai sancionar a lei e ela passará a valer.

Ao aprovar esta lei, o governo deixará de arrecadar R$ 25,8 bilhões para os cofres públicos. Para compensar esta perda, “o projeto prevê tributação das pessoas com rendimentos acima de R$ 600 mil por ano, com uma alíquota progressiva de até 10%” (Agência Brasil-EBC). Veja: 16 milhões não vão mais pagar imposto de renda e cerca de 140 mil pessoas que ganham acima de R$ 600 mil por ano vão ter uma pequena elevação e estará compensada a perda. Nosso Brasil é muito desigual mesmo: 16 milhões x 140 mil.

            O projeto demorou a ser aprovado na Câmara por dois motivos: porque o centrão e os bolsonaristas não queriam taxar os ricos em até 10% e eles não queriam dar ao governo Lula o argumento de que isentou os pobres do Imposto de Renda. Mas a derrota da PEC da blindagem no Senado e as manifestações de rua em 21/09 forçaram a oposição a colocar em votação e votar a favor, pois o placar foi de 493 x 0.

Quanto um trabalhador vai ganhar com esta isenção? O cálculo “prevê uma economia mensal de R$ 312,89 para quem recebe R$ 5 mil e hoje paga IR. Com a isenção, a poupança anual é estimada em R$ 4.067,60” (CNN Brasil). Para quem ganha pouco, este é um valor importante.

Mais uma vez, o governo Lula se preocupa com a situação dos mais pobres em nossa sociedade e toma atitudes para que o País melhore sua justiça social. Que prossiga neste caminho e cumprirá o mandamento bíblico de que um bom governo deve cuidar dos que estão à margem da sociedade e dos pobres. Isto é cuidar dos “órfãos e das viúvas”. 

A saída do Brasil do mapa da fome

 A SAÍDA DO BRASIL DO MAPA DA FOME

Pastor Whitson Ribeiro da Rocha

 

            Uma das melhores notícias nestes últimos dias foi a decisão da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO/ONU) que, no dia 28/07, retirou o Brasil do Mapa da Fome. Esta é uma grande notícia e uma grande realização do governo do presidente Lula.

            Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, “O Mapa da Fome é um indicador global da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) que identifica países onde mais de 2,5% da população sofre de subalimentação grave (insegurança alimentar crônica). Estar no Mapa da Fome significa que uma parcela significativa da população não tem acesso regular a alimentos suficientes para uma vida saudável”. Esta é a segunda vez que o Brasil saiu do Mapa da Fome: a primeira vez foi em 2014, voltou a entrar no Mapa em 2018 e saiu novamente agora. Isto significa que, de 2023 até hoje cerca de 24 milhões de pessoas começaram a ter alimentação suficiente para suas necessidades. A fome ainda atinge muitas famílias brasileiras, mas a saída de 24 milhões de pessoas é algo para ser comemorado.

A saída de tanta gente se deve a algumas ações do governo. Os principais foram o   investimento no Bolsa Família, fazendo um saneamento e melhorando os valores que as famílias recebem e outro foi o menor índice de desemprego da história, ou seja, muita gente está empregada. Outros motivos foram: o aumento do salário mínimo acima da inflação; a diminuição da desigualdade social; a melhoria da economia conduzida pelo ministro Hadadd e a disposição do governo Lula em não diminuir as verbas da área social.

A Bíblia ensina que um governo bom e aprovado por Deus é aquele que se preocupa com a justiça social e o cuidado com os pobres. Veja estes textos: Provérbios 28.15-16: “O governante perverso é tão perigoso para os pobres quanto o leão que ruge ou o urso que ataca. O governante que não tem entendimento oprime seu povo, mas o que odeia a corrupção tem longa vida”; Provérbios 14.31 “O que oprime ao pobre, insulta o seu Criador; mas honra-o o que se compadece do necessitado”. Veja o que diz o profeta Amós sobre os poderosos e governantes de seu tempo: “Portanto, visto que pisais o pobre e dele exigis tributo de trigo, embora tenhais edificado casas de pedras lavradas (mansões) ... Pois sei que são muitas as vossas transgressões e graves os vossos pecados: afligis o justo, aceitais subornos e na porta negais o direito aos necessitados” (Amós 5.11-12). O Novo Testamento não fala de governantes, mas fala da atitude o povo de Deus em relação aos pobres. Jesus disse aos discípulos em relação ao povo pobre que o ouvia: “Dai-lhe vós de comer” (Mateus 14.16); Paulo: “Recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres; o que também procurei fazer com diligência” (Gálatas 2.10); Tiago: “Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia e um de vocês lhe disser: "Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se", sem porém lhe dar nada, de que adianta isso? (2.15-16); João: “Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade” (3.17-18).

            Passar fome e saber que nada tem para amanhã é a pior situação para uma pessoa. Se tiver filhos e estiver nesta situação, a pessoa entra em estado de desespero. Quem já passou fome na vida, sabe o que isto significa. Portanto, tirar milhões da situação de fome é a mais cristã das ações de um governo. Portanto, parabéns ao governo Lula pela sua escolha de governar para os pobres. Continue neste propósito. Quem se compadece do que tem fome, honra o seu Criador!

Vídeo Pais: vacinem seus filhos contra a covid-19

 Pais: vacinem seus filhos contra a covid-19


https://www.facebook.com/1668905527/videos/439290484568598/


https://youtu.be/tU8ggZ_9-r8


O QUE EU PENSO DO GOVERNO DO PRESIDENTE JAIR MESSIAS BOLSONARO

 

O QUE EU PENSO DO GOVERNO DO PRESIDENTE JAIR MESSIAS BOLSONARO

Pr Whitson Ribeiro da Rocha

 

            Nas eleições de 2018, eu tinha meu candidato que eu julgava ser o melhor para presidir o Brasil. Além do meu candidato, eu tinha minha convicção de que era necessário tirar o PT do poder, principalmente por causa do escândalo do petrolão. Quando chegamos ao 1º turno, meu candidato estava muito embaixo nas pesquisas e, orientado por amigos, resolvi votar em Jair Bolsonaro para a vitória dele no 1º turno contra o candidato do PT. Votei em Bolsonaro no 2º turno. Naquele momento, Bolsonaro era uma contradição para mim. Gostava do seu jeito franco de dizer as coisas, da sua coragem em enfrentar tudo e todos e do seu discurso contra a “roubalheira dos políticos” e de que no seu governo não haveria corrupção. Detestava nele o elogio a torturadores e ao golpe de 64, o seu discurso a favor do uso de armas pelo povo e o fato de xingar e falar palavrões contra qualquer pessoa que discordasse dele. Eu ficava incomodado com o fato dele ter sido político por 27 anos seguidos, não ter feito nada de relevante e de não ter nenhuma experiência administrativa. Naquela época, eu tinha uma esperança de que, quando assumisse, ele mudaria sua forma de agir e falar, até por orientação das pessoas que ele ia colocar em seu entorno.

            Assisti com a esperança de bom governo a sua posse em 1º de janeiro de 2019 e gostei do ministério que ele nomeou cuja estrela principal era o ex-juiz Sergio Moro, mas que também tinha o general Santos Cruz, a Teresa Cristina na Agricultura, o médico Mandetta e o ex-astronauta Pontes. O ministro da Economia, Guedes era uma incógnita para mim, mas achava que ia fazer uma boa gestão. Durante mais ou menos seis meses defendi este governo, pensando estar no caminho certo.

            Mas, neste tempo, comecei a perceber certas coisas que eu não gostava. No poder, Bolsonaro continuou com as mesmas agressividades de quando era candidato: xingar os inimigos; falar palavrões; ridicularizar grupos como os negros, nordestinos, mas os preferidos dele para ser grosseiro são os gays e as mulheres; quando um aliado não segue suas ordens, ele promove um linchamento da reputação da pessoa como foram os casos de Bebiano, Hasselman e Major Olimpio, entre outros. Ao invés das pessoas que estavam junto com o presidente ajudar para melhorá-lo como político e estadista, é ele quem piora estas pessoas. Eu percebi que era verdade o que a imprensa dizia de que havia um gabinete do ódio dentro do Palácio do Planalto não apenas para exaltar o presidente, mas principalmente para atacar os inimigos. Quantas vezes eu vi estas postagens nos meus grupos de whatsapp. Aliás, até hoje.

            Outra coisa que eu nunca gostei nas atitudes do presidente era a sua participação e o seu apoio contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF). Os grupos que faziam manifestações contrárias ao Congresso e ao STF tinham a sua benevolência e a ajuda de empresários amigos do governo. O próprio presidente participou pessoalmente de algumas destas manifestações. Achei ridícula a manifestação em que jogaram rojões sobre o STF. Eu ficava me perguntando: “Pra que ele faz isto? O que ele sai ganhando?”. Na época, eu não sabia a resposta, mas ia saber. No Congresso, sempre houve deputados e senadores sérios, que buscam o bem do povo e muitos que estão ali para se aproveitarem do cargo para enriquecimento pessoal. Mas foram eleitos pelo povo e a Constituição manda que o executivo se entenda com o legislativo para aprovação de leis e planos de governo. Que isto seja feito com transparência e não com ataques e brigas. O Judiciário é o 3º poder da República. Embora eu não concorde com todas as decisões tomadas, como cidadão devo obedecer às decisões dos juízes. Pela Constituição brasileira, o STF é o guardião da própria Constituição conforme o Art. 102. “Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição”. Observe que a guarda e a correta observância da Constituição não cabe às Forças Armadas, mas ao STF. O que deseja um presidente quando ataca sistematicamente o STF?

            Mas o pior de tudo foi a pandemia do covid-19. Os cientistas do mundo todo foram aprendendo rapidamente acerca deste vírus novo. Eles conseguiram desenvolver no prazo de 1 ano várias vacinas eficazes contra a doença. Durante este período eles orientaram os governantes a tomar medidas não-farmacológicas e eficazes contra o vírus: distanciamento social, uso de máscara, lavar as mãos com água e sabão ou álcool gel e diminuição drástica do movimento das pessoas na cidade. Desde o ano passado até hoje, o presidente desdenhou destas medidas: ele não usa máscara, ele provoca aglomerações, ele não mantém distância. Ele nunca visitou um hospital que trata covid, mas teve tempo de fazer festas e motociatas sem uso de máscara e de distanciamento social. Quando perguntado sobre o assunto, veja as respostas dele: “eu não sou coveiro”, “e daí? Quer que eu faça o que?”, “todo mundo morre um dia”, “é uma gripezinha”, “país de maricas” entre outras. Em março de 2020, Bolsonaro disse que morreriam, no máximo, 800 pessoas de covid. Já são 580 mil mortos. O presidente Bolsonaro fez de tudo para não comprar vacinas. Atrasou o mais que pode para não comprar as vacinas Coronavac, que ele chamava “vachina”, Pfizer e AstraZeneca. Em outubro 2020, quando o ministro Pazuello tinha acertado a compra de vacina Coronavac, Bolsonaro cancelou a compra dizendo que não ia comprar a “vacina do Doria”. Só comprou vacina por causa da pressão popular e dos políticos, mas já era tarde. Especialistas de universidades federais dizem que, se o Brasil tivesse comprado vacina na hora certa e tomado as medidas preventivas, cerca de três quartos das pessoas que morreram estariam vivas hoje (https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2021/06/11/3-de-cada-4-mortes-por-covid-poderiam-ter-sido-evitadas-segundo-estudo-citado-por-pasternak) (https://www.redebrasilatual.com.br/saude-e-ciencia/2021/03/mortes-por-covid-19-eram-evitaveis-responsabilidade-bolsonaro/ ). Na pior época da pandemia, ele colocou um general totalmente leigo em medicina e sem capacidade de coordenação nenhuma. Este general levou vários oficiais do Exército para o ministério da saúde. Pazuello pegou o Brasil com 15 mil mortos e, dez meses depois, deixou com 280 mil. Pior ainda: enquanto rejeitava as vacinas de empresas famosas, o Ministério da Saúde comprava vacinas que não existiam de atravessadores e empresas que iam render propinas aos seus ocupantes, conforme a CPI da Covid descobriu. Bolsonaro agiu muito mal em relação à pandemia. Por causa de suas políticas públicas de saúde, milhares de brasileiros morreram. Eles poderiam estar vivos hoje se ele tivesse tomado as decisões certas.

            O Messias Bolsonaro, pelo qual muitos evangélicos estão fascinados, não gosta da ciência quando ela se esforça para salvar vidas. Mas tem um tipo de ciência que ele gosta: a das armas para matar. Ele vive falando de revólver e armas de alto calibre; fez um decreto de que cada cidadão podia comprar seis armas para sua defesa, incluindo fuzil; gosta de tanque na rua. Dias atrás, ele disse que quem compra feijão ao invés de comprar um fuzil é um idiota. Veja a declaração dele: “tem que todo mundo comprar fuzil, pô. O povo armado jamais será escravizado. Eu sei que custa caro. Tem um idiota: 'ah, tem que comprar é feijão'. Cara, se não quer comprar fuzil, não enche o saco de quem quer comprar”. Este é o Messias Bolsonaro da morte. Ele só pensa em matar, atirar e dar um golpe de Estado para se tornar o ditador do Brasil. Ele não está nem aí para os milhares que morrem de covid. Ele é o oposto de um outro Messias que amava as pessoas e as curava: “E Jesus, ao desembarcar, viu uma grande multidão; e, tendo compaixão dela, curou os seus enfermos” (Mateus 14.14). O verdadeiro Messias disse: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10.10). O que o verdadeiro Messias teria nas mãos: feijão ou fuzil?

            Por tudo isto, mudei de ideia em relação ao presidente Bolsonaro e luto pelo seu impeachment. É importante tirá-lo da presidência de forma pacífica e como manda a Constituição Brasileira. Crimes não faltam da parte dele. Se você gosta do governo de Bolsonaro, então apoie seu presidente. Mas, se como eu, você acha que Bolsonaro se tornou um mal para o Brasil, prejudicando o País em tudo que ele faz, então convido você a participar das manifestações de 12 de setembro. Estas manifestações estão sendo convocadas pelos movimentos Vem para a Rua e Movimento Brasil Livre (MBL). Estes movimentos não são de esquerda. O MBL ajudou a eleger Bolsonaro em 2018, mas mudou de opinião. Mesmo que você não possa ou não queira ir para a rua no 12 de setembro, manifeste sua opinião contra este governo. As pesquisas mostram que mais de 60% desaprovam o governo Bolsonaro e esta porcentagem continua subindo.

            É isto que eu penso do governo Jair Bolsonaro. Teria outras coisas para dizer, mas fica para outra ocasião. Sei que estou nadando contra a maré no meio evangélico, pois muitos pastores e seus fiéis são a favor deste governo. Acho que estamos vivendo um momento crítico para o Brasil com mais de 19 milhões de brasileiros passando fome, 15 milhões de desempregados, a inflação voltando, os alimentos numa carestia terrível, pouca vacinação com as duas doses ainda, uma economia totalmente desorganizada. Numa hora como essa, não dá para ficar calado ou com medo, pois “Deus não nos deu o espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio” (2ª Timóteo 1.7). O governo Jair Bolsonaro vai passar e o Brasil vai melhorar. Peço a Deus que seja pelo impeachment e que o Vice-Presidente Hamilton Mourão assuma a presidência até a posse de um novo, eleito em outubro de 2022.

Vídeo Não existe perseguição religiosa no Brasil

 Vídeo Não existe perseguição religiosa no Brasil - postado em 10/04/2021


https://www.facebook.com/1668905527/videos/10217382557150421/

VACINE-SE QUANDO A VACINA CHEGAR

 Vacine-se quando a vacina chegar

 

 

            Estamos em plena pandemia de um vírus do tipo coronavírus, chamada de Covid-19. Hoje, já estamos com 185.000 mortos no Brasil e podemos chegar a 200.000 na passagem do ano. No mundo, são quase 1.700.000 mortos. É tristeza demais. É um sofrimento que não acaba. Os principais laboratórios e cientistas do mundo começaram uma corrida do bem para conseguir vacinas que imunizem a população. Segundo a OPAS (Organização Panamericana de Saúde) existem 190 vacinas em andamento e mais de 40 sendo testadas em seres humanos. O Reino Unido foi o primeiro país a começar a vacinação com a vacina da Pfizer. Os Estados Unidos aprovaram as vacinas da Pfizer e Moderna e já começaram a vacinação. No Brasil, o governo federal negocia as vacinas da Pfizer, Oxford e agora Coronavac. A Anvisa, órgão que examina e aprova as vacinas que serão aplicadas no Brasil, está trabalhando a liberação das vacinas da Pfizer, AstraZeneca/Oxford e Coronavac.

            No Brasil, apareceu nestes últimos tempos, um movimento contrário à aplicação de qualquer vacina, mesmo em crianças. Este movimento aqui copiou esta ideia de grupos ideológicos antivacinação dos Estados Unidos (leia o artigo da ANAHP sobre o assunto na internet: https://www.anahp.com.br/noticias/noticias-do-mercado/como-a-resistencia-a-vacinacao-cresceu-nos-estados-unidos/ ). No Brasil, o principal propagador das ideias antivacinação é o Presidente da República. O movimento antivacinação no Brasil abriu fogo contra a vacinação obrigatória referente ao Covid 19. Segundo o movimento, os brasileiros não são obrigados a se vacinar e o Presidente chegou a sugerir que, quem quisesse se vacinar, assinasse um termo de responsabilidade.

            Toda esta situação, é claro, foi parar no Supremo Tribunal Federal. Segundo a Constituição Brasileira, é o STF que dá a última palavra sobre qualquer ação que envolva a própria Constituição. Analisando a questão da obrigatoriedade da vacinação, o STF decidiu no dia 17/12/2020, pelo placar de 10 x 1, que a vacinação é obrigatória, mas não deve ser forçada. O que significa isto? Que é obrigatório a todo brasileiro tomar a vacina quando ela for oferecida. Quem não quiser tomar, não será coagido a isto por nenhuma força. Mas quem não quiser tomar a vacina sofrerá medidas restritivas e estas poderão ser impostas pelos governos federal, estadual e municipal. Foram aventadas alguns tipos de medidas restritivas tais como: não entrar em determinados ambientes públicos, não poder viajar de avião e aqueles referentes à obrigatoriedade do voto: pagar multa, não poder participar de concurso público, não poder tirar passaporte, entre outras. Ao decidir pela obrigatoriedade da vacinação, o STF interpretou muito bem a Constituição Brasileira que diz que todo cidadão tem o direito à saúde.

            Prezado leitor, quando a vacina chegar para você, não perca a chance de salvar a sua vida, imunize-se, tome a vacina. Não brinque com sua vida e a de seus parentes! Sou um pastor e ouço pastores ao meu redor e vejo também pastores, famosos ou não, na internet dizendo que ninguém é obrigado a se vacinar, incitando suas ovelhas a não se vacinar. Ouço também pastores dizendo que a vacina da Coronavac do Instituto Butantan, é falsificada para matar as pessoas ou colocar algum tipo de micro-objeto para espionar e informar acerca de você. Tudo isto é inverdade e delírio ideológico. As pessoas que dizem estas bobagens, sejam pastores ou não, estão seguindo a guerra eleitoral de um líder político. Não dê ouvidos para estas notícias falsas. Salve sua vida, tome a vacina, qualquer uma das vacinas aprovadas pelos órgãos de saúde.

            A vacinação contra o coronavírus vai demorar para chegar a toda a população. Primeiro serão imunizadas as pessoas nos grupos de riscos determinados pelos governos federal e estadual. Os primeiros deverão ser o pessoal da área de saúde, os idosos, os índios, etc. O número de infectados e de mortos vem subindo muito nestes meses finais de 2020 (hoje está por volta de 900 mortos por dia). Deve continuar como prática na sua vida: usar máscara em qualquer lugar público, manter o distanciamento social de 1,5 metro, higienizar as mãos constantemente, etc. Nesta época de Natal e Ano Novo, não participe de festas. Não vá a lugares onde exista aglomeração de pessoas, mesmo que seja culto ou missas em igrejas. Se você for em algum culto ou missa, não retire a máscara para cantar, não abrace ninguém, não dê as mãos. O melhor é assistir aos cultos online na sua casa. Previna-se até que receba a vacina.

            Não se preocupe só com você. Quando eu era criança, na década de 60 do século passado, minha mãe me levou para tomar todas as vacinas possíveis. Fiz a mesma coisa com os meus filhos. Hoje sou agradecido a minha mãe pelo seu cuidado comigo e com minha irmã, pois nunca tivemos doença grave ou quaisquer daquelas de que fomos vacinados. Se você é pai ou mãe, vacine seus filhos; não fique ouvindo esta bobagem de que vacina é ruim e pode causar doenças. Ame-os e faça tudo que puder para que tenham vida longa e sadia. Ame também os seus avós e pais, ou seja, as pessoas mais velhas. Você pode resistir bem se pegar coronavirus, mas se você transmitir para algum parente ou amigo, esta pessoa pode morrer. Cuide dos outros também. Não seja um agente transmissor. Lembre-se das palavras de Jesus: “Tudo aquilo que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós também a eles” (Mateus 7.12). Já pensou na amargura de ter sido o responsável pela transmissão do vírus a um parente ou amigo que morreu disto? Por amor aos outros, tome todos os cuidados com esta peste.

            Ore ao Senhor Deus para que o ano de 2021 seja a da vitória sobre esta pandemia. Que a população brasileira e mundial seja vacinada. E que o Senhor nos permita reconstruir nossas vidas e nosso mundo com base nos valores apregoados pelo Senhor Jesus de amor ao próximo, respeito pelos outros, construção de comunidades que optem pela vida, verdade nas conversas e discursos e paz entre os homens de boa vontade.

FLORDELIS: A FINA FLOR DO FUNDAMENTALISMO EVANGÉLICO

 

FLORDELIS: A FINA FLOR DO FUNDAMENTALISMO EVANGÉLICO

 

            Mais uma tragédia vergonhosa atinge os evangélicos neste nosso País. A pastora, cantora gospel, mãe de 55 filhos (4 biológicos e 51 adotados) e deputada federal Flordelis dos Santos de Souza é acusada pela polícia de ser a mandante do assassinato de seu marido o Pr. Anderson do Carmo. Neste assassinato, ela envolveu 7 filhos e uma neta, os quais foram presos. Ela não foi presa por ter imunidade parlamentar. É possível que a Câmara Federal casse seu mandato por quebra de decoro e, então, ela será presa e levada a julgamento junto com seus filhos. O motivo parece ser o fato de que Anderson controlava o dinheiro do Ministério Flordelis e da família e ela estava descontente com isto.

            Todos estes fatos envolvendo a pastora Flordelis é um sinal evidente do fundamentalismo evangélico, ligado com a teologia da prosperidade, que está tomando conta da maioria das igrejas evangélicas no Brasil. Vou mostrar porque chamo este movimento de fundamentalismo evangélico com a teologia da prosperidade.

            O fundamentalismo evangélico é oriundo dos Estados Unidos. Lá, entre os evangélicos, há um grupo muito forte e ativo que interpreta a Bíblia de uma forma extremamente literal. O grupo fundamentalista acha que sua interpretação da Bíblia é a única verdadeira e, portanto, rejeitam as interpretações até de outros grupos evangélicos, dizendo que os outros estão adulterando a Bíblia. Eles falam de salvação pela fé, mas são extremamente legalistas sobre como o crente deve viver. Tudo é cheio de muitas regras e não dão nenhum valor aos relacionamentos e à dignidade humana. Como só eles são os corretos, estão em briga com tudo e com todos: brigam com os gays, com as feministas, com os cientistas, com os que defendem o aborto, com os outros evangélicos, com todas as outras religiões, com governos. Eles querem impor seu pensamento para a sociedade na base da força, com o fim de fundar uma teocracia como era Israel no Antigo Testamento. Deste ambiente, surgem pessoas dispostas a tudo “em nome de Deus”, inclusive matar (é o caso de Flordelis e do homem que matou mais de 50 muçulmanos na Nova Zelândia). Como sempre, este fundamentalismo americano veio para o Brasil e aqui se aliou com a teologia da prosperidade. Esta teologia diz que os filhos de Deus têm a prosperidade garantida na Bíblia (outra interpretação literal). Se um crente prospera financeiramente então ele é um aprovado e abençoado por Deus; mas se o crente não prospera é porque ele está em pecado. Prosperidade para eles é material, não tem nada de espiritual (por qual motivo Flordelis mandou matar o marido?). Crente não pode ficar doente porque no nome de Jesus, que levou todas as enfermidades na cruz, ele tem só de declarar, expulsar o demônio da doença e ficará curado magicamente. É claro que todas estas “bênçãos” só chega ao crente mediado pelos pastores, bispos e missionários; para conseguir isso do Senhor, os crentes devem dar gordas ofertas de fé ao Senhor na mão dos pastores deste grupo. O fundamentalismo americano aprendeu que pode impor suas crenças e leis sobre a sociedade se se unir com políticos que mandam. Por isso eles se aliaram ao atual presidente americano e o sustentam no governo. O mesmo aconteceu no Brasil, onde o fundamentalismo evangélico é um dos pilares que atualmente sustenta o governo do atual presidente. Quando se fala com ódio, intolerância ou desprezo pelos gays, as mulheres, as feministas, os quilombolas, os índios, os negros, os comunistas, a democracia, o STF, o Congresso, etc, está-se reproduzindo o discurso do fundamentalismo evangélico.

            Voltemos a Flordelis. Em conversa com um dos seus filhos, falando sobre o possível assassinato do marido, ela diz: “Fazer o quê? Separar dele não posso, porque senão ia escandalizar o nome de Deus” (Site da Jovem Pan em 26/08/2020; as outras informações consegui no site da UOL em 28/08/2020). Veja aqui a lógica do fundamentalismo: está escrito na Bíblia que não se pode divorciar (interpretação literal). Se ela fizesse isto, causaria um grande escândalo no meio evangélico e ela perderia todo o dinheiro que recebia por ser pastora, líder de um ministério e cantora gospel. Embora fosse isto que ela quisesse, tal atitude secaria seus rendimentos e ela não seria mais eleita por causa do tal escândalo. Não dá para viver sem a “bênção” da riqueza. Se divorciar não pode, o único jeito é matar o marido. Também tem um mandamento na Bíblia de que não se pode matar. Mas este pessoal fundamentalista, quando o mandamento é contra eles, logo dão um jeito de driblar o mandamento. O que ela pensou é que, se mandasse matar o marido, sem que ninguém descobrisse que ela era a mandante, então tudo estaria no seu devido lugar: ela controlaria todo o dinheiro que estava na mão do Anderson (bênção material), continuaria a ser uma pastora e cantora de muito poder espiritual (poder político) e posaria de viúva coitadinha que perdeu o marido amado. Por isto aquela cena de choro e tristeza no velório dele.

            O fundamentalismo evangélico de hoje é a mesmíssima manifestação do farisaísmo da época de Jesus. Quero mostrar onde estão estas semelhanças:

1ª) Os fariseus diziam seguir à risca a lei de Moisés e a interpretavam literalmente, mas não praticavam o que ensinavam: “ (Jesus) dizendo: Na cadeira de Moisés, estão assentados os escribas e fariseus. Observai, pois, e praticai tudo o que vos disserem; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não praticam. Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem sobre os ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los” (Mateus 23.2-4);

2ª) Eles se achavam os certos, os santos e odiavam todos os que pensavam ou agiam diferentemente deles “Assim são vocês: por fora parecem justos ao povo, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade” (Mateus 23:28). Aliás, a pessoa que eles mais odiavam era Jesus e acabaram por matá-lo.

3ª) Os fariseus gostavam de punir pequenos pecados (divórcio, por exemplo), mas os grandes pecados que eles praticavam deixavam passar (assassinatos de Jesus e do Anderson, por exemplo): “Condutores cegos! Coais um mosquito e engolis um camelo” (Mateus 23.24).

4ª) Quando um mandamento era contra eles, davam um jeitinho de jogar o mandamento na lata do lixo e ainda posar de grandes santarrões: “E disse-lhes: "Vocês estão sempre encontrando uma boa maneira para pôr de lado os mandamentos de Deus, a fim de obedecer às suas tradições!” (Marcos 7:9).

5ª) Por fora, santarrões “Tudo o que fazem é para serem vistos pelos homens”
(Mateus 23:5); por dentro, eram cheios de podridão: “porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos e de toda imundícia” Mateus 23.27. Saibam que estes pastores guardam pecados terríveis dentro deles e escondem isto a sete chaves para que ninguém descubra.

6ª) Os fariseus amavam o poder político, eram membros do Sinédrio (espécie de Congresso da época) e tentavam impor suas crenças para toda a sociedade. Veja a opinião que eles tinham do povo: “Quanto a esta plebe que nada sabe da lei, é maldita” (João 7.49).

7ª) Os fariseus gostavam de se enriquecer tirando dinheiro dos mais pobres: “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês devoram as casas das viúvas e, para disfarçar, fazem longas orações. ” (Mateus 23:14).

            Jesus foi duro contra os fariseus. Era necessário mostrar os seus erros. No aspecto humano, os fariseus e outros líderes religiosos de Israel foram os responsáveis pelo seu assassinato na cruz. Por se comportarem como os fariseus, os fundamentalistas evangélicos de hoje vão continuar com sua interpretação literal da Bíblia, com seu ódio a todo grupo que for diferente do deles, sem coração mas agindo com o fígado, sem amor e sem compaixão. Veja outros escândalos recentes: um desses pastores fundamentalistas, famoso nos Estados Unidos, chamado Jerry Fallwel Jr teve descobertas algumas atitudes sexuais bem diferentes daquilo que ele ensinava e ele também administrava as finanças de seu ministério (adivinha como ele vivia); o pastor Everaldo foi preso hoje no Rio de Janeiro, acusado de participar de corrupção. E digo: outros escândalos aparecerão.

Este artigo tem dois objetivos: o primeiro é mostrar para você o que está acontecendo no mundo evangélico aqui no Brasil e o segundo é pedir a você que se afaste deste fundamentalismo anticristão e antibíblico. Nosso Senhor Jesus Cristo nos chama a segui-lo praticando o amor e a compaixão com todos os seres humanos. Não olhe para a Bíblia como um livro de regras, mas como o livro que nos fala do amor de Deus pelo mundo inteiro “Deus amou o mundo” (João 3.23). Jesus dava liberdade às pessoas de fazer o que quisessem, pois quando o jovem rico foi embora, não seguindo o conselho dele, a Bíblia diz que Jesus o amou. Ame as pessoas, mesmo que você não goste do jeito que elas vivem ou do que elas pensam. Não julgue você os outros, deixe que Deus, justo juiz, faça os julgamentos. Fale de Jesus com suas palavras, mas principalmente, fale com sua vida. Não tire proveito das outras pessoas, especialmente das mais fracas e vulneráveis da sociedade, mas seja defensor delas. Lute contra a injustiça, onde ela aparecer: “sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas" (Mateus 10:16). Seja bom, seja honesto, seja amigo, seja amoroso, seja Jesus. “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mateus 5.16).

O Aborto da menina estuprada

 O Aborto da menina estuprada

 

            O caso é de conhecimento de todos: uma menina capixaba de 10 anos teve a gravidez descoberta, pois estava com um feto de 22 semanas. Desde os 6 anos, ela era abusada por um tio de mais de 30 anos e que a ameaçava como forma de conseguir seu silêncio. Por determinação judicial, foi dada autorização para um aborto legal, que ocorreu em Recife. Uma ativista da extrema direita publicou o nome da criança e o local onde ocorreria o aborto. Algumas pessoas que se dizem cristãs foram para o local e tentaram impedir a realização do aborto. O aborto foi realizado e, nesse ínterim, o estuprador foi preso.

            Analisando teologicamente a questão do aborto encontramos na Bíblia muita evidência contra a prática de aborto. Por exemplo, o Salmo 139.16 diz: “Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia”, ou seja, o corpo era informe, mas ali já estava um ser humano que o Senhor via. Estou entre aqueles que consideram que a vida começa na fecundação e não 12 semanas depois. A partir da fecundação, o feto é um ser humano, com a integridade da imagem de Deus. Também não concordo com a tese de que a mulher tem o direito ao aborto porque o corpo é dela. Teria direito total se não existisse um outro ser humano em seu corpo. Se existe, o direito tem de ser dividido entre ela e o feto, e lembrando que o feto é a parte mais fraca nesta relação. Sou contrário ao aborto de uma forma geral, mas acredito que há casos específicos em que o aborto é a melhor solução.

            Analiso a questão do ponto de vista legal. As leis brasileiras proíbem o aborto. Mas o Código Penal apresenta duas possibilidades nas quais o aborto pode ser realizado sem se transformar em crime. Recentemente, o STF determinou uma terceira. As possibilidades são: 1) risco de morte para a mãe; 2) gravidez por estupro e 3) quando o feto é anencéfalo (má formação fetal do cérebro). A única autoridade que pode determinar um aborto é um juiz. Neste caso específico, foi o que aconteceu: um juiz determinou o aborto pelo fato da menina ter sido estuprada e ter 10 anos de idade. O aborto, neste caso, foi legal. Sou favorável ao que diz o Código Penal. Analisemos os três casos. O primeiro caso é quando o desenvolvimento do feto pode gerar a morte da mãe. Neste caso, acho correto que o feto seja abortado e a vida da mãe salva. Ela poderá ter outros filhos, caso queira. O segundo caso é quando há gravidez decorrente do crime de estupro. Mulheres estupradas desenvolvem traumas muito sérios. Carregar uma criança na barriga que é fruto de um crime terrível como o estupro é insuportável para muitas mulheres. Aquelas que quiserem podem apelar ao Estado e conseguir judicialmente o direito de abortar. Nestes casos específicos, concordo com a decisão do aborto. Penso que é muito cruel exigir para uma mulher, nestas condições, que desenvolva a gravidez até o fim e entregue a criança para adoção. Obviamente, se a mulher estuprada consegue desenvolver a gravidez até o fim, aí é mérito e compaixão dela. O terceiro caso é das crianças que clinicamente vão nascer praticamente sem cérebro e terão pouquíssimo tempo de vida. Este é o único caso em que aceito o aborto se os pais fizerem questão disto. Acho apenas que os pais, mesmo sabendo da iminente morte da criança, deveriam deixar que isto acontecesse naturalmente e não através de um aborto. No entanto, acho importante que a lei diga que os pais têm opção legal para qualquer que for a decisão deles.

            No caso desta menina capixaba que foi violentada pelo tio desde os 6 anos e ficando grávida, conseguiu o direito legal de abortar, considero que foi a melhor solução para este caso. Imagine uma criança de 10 anos, repito, 10 anos, tendo de desenvolver uma gravidez sabendo de que situação veio esta outra criança. É impensável. Embora tenha havido o sacrifício de uma vida, para mim, foi a melhor decisão para preservar a vida da menina (e olha que ela precisará de muita ajuda para superar tudo que passou).

Acho de uma hipocrisia e covardia muito grande de certos grupos religiosos que foram para a porta do hospital chamar a menina e os médicos de assassinos. Por que eles não foram para a porta do fórum do juiz que decidiu pelo aborto? Eu respondo: porque são covardes. Só xingam os fracos, porque dos fortes eles têm medo. Esta gente se diz religiosa mas dá mais valor às suas regras do que ao amor que devemos dedicar aos que sofrem. Não tiveram nenhuma consideração com a menina e com os médicos que estavam cumprindo ordem judicial. A menina é a parte sofrida desta história e não é uma adulta, é uma menina de 10 anos. Estas pessoas esquecem-se das palavras de Jesus: “O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado” (Marcos 2.27) e assim se pode também dizer com Jesus: “as regras foram feitas para o bem do homem e não o homem para o bem das regras”. Regras e padrões éticos são importantíssimos, mas também é preciso analisar cada caso e perceber que alguns casos não cabem em nossas regras. A menina, que é a vítima, merece de nós a compaixão, o amparo e a ajuda: “A religião que Deus, o nosso Pai aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades (as pessoas mais fracas da sociedade) e não se deixar corromper pelo mundo” (Tiago 1.27); “Portanto, ide aprender o que significa isto: ‘Misericórdia quero, e não sacrifícios’” (Mateus 9.13); “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mateus 5.7). O espírito que deve reger a nossa vida não é aquele que nos leva à porta de um hospital gritar “assassina” para uma menina de 10 anos, mas a que nos leva à tristeza por perceber a maldade humana em ação todo dia e a estender mãos misericordiosas para amparar as vítimas e os mais fracos na sociedade. O que deve nos guiar é o amor e a compaixão, sempre!

A TRAGÉDIA DE SUZANO E O QUE DEUS QUER MOSTRAR

Vídeo: A Tragédia de Suzano e o que Deus quer mostrar

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GAVIÕES DA FIEL E SEU DIABO VENCEDOR

GAVIÕES DA FIEL E SEU DIABO VENCEDOR

            Meu Deus, mais uma polêmica tola mexe com os evangélicos da internet!
            Agora trata-se do desfile da Escola de Samba Gaviões da Fiel na qual se mostrou o Diabo vencendo Jesus na arena. O objetivo declarado em reportagens da direção da Escola era mexer com o público ... e conseguiram! O povo evangélico da internet esbravejou muito dizendo que era desrespeito a uma tradição religiosa e que deviam ser processados.
            Vamos pensar a respeito?
            Primeiro, o aspecto teológico de todo o imbróglio. Jesus derrotou o Diabo todas as vezes que se confrontaram, mas a derrota decisiva se deu na cruz conforme Colossenses 2.15 “e tendo despojado os principados e potestades, os expôs em público e na mesma cruz triunfou sobre eles”. A cruz, instrumento de morte, dor e anonimato, foi a forma final de vitória. No futuro, o Diabo perderá tudo, pois será esmagado: “E o Deus de paz em breve esmagará a Satanás debaixo de vossos pés” (Romanos 16.20). A hora dele vai chegar.
            Já que esta é a verdade na qual cremos, que diferença faz se uma escola de samba diz o contrário em seu desfile? Alguém que foi transformado pela graça de Jesus, ao ver o desfile desta escola vai pensar assim: “puxa, eu acreditei em Cristo até agora, mas vendo este desfile mudei de ideia e não vou crer mais em Jesus porque a escola de samba diz que ele perdeu”? Claro que não. O que a Gaviões diz não muda nada na vida das pessoas e no mundo espiritual. Absolutamente nada!
            Segundo, o aspecto do Direito. Gaviões expressou a sua opinião sobre Jesus e o Diabo. Eles têm todo o direito de expressar a opinião deles. E daí? Eles pensam assim. Eles não desrespeitaram Jesus, eles expressaram a opinião deles. Não cabe processo, não cabe nada. Quando eu digo que a religião islâmica está errada, sei que os muçulmanos não vão gostar, mas eu tenho o direito de dizer isto. Venham cá: não tem gente que se diz cristã e proclama abertamente que não crê na ressurreição de Jesus? Que não crê na Trindade? Que não crê que Jesus expiou nossos pecados na cruz? Se dentro da própria igreja cristã tem gente crendo assim, qual o problema de Gaviões acreditar que o diabo derrotou Jesus? Gaviões expressou uma opinião; eu não gosto da opinião deles, mas respeito.
            Outra coisa: nós evangélicos queríamos o quê? Que o mundo aplaudisse e falasse bem de Jesus? O mundo nunca vai falar bem de Jesus, a não ser que sirva para seus interesses. Pessoalmente, acho normal quem é do mundo falar mal de Jesus e de seu evangelho. O que me importuna é aquele que se diz cristão entrar no mesmo jogo e começar a falar mal e caluniar. Quem age assim, não é discípulo do mestre que ensinou: “Eu, porém vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mateus 5.44).
            Outra coisa: ontem vi um vídeo em que um pastor que se dizia corintiano, queima a bandeira do Corinthians e diz que nunca mais vai torcer por aquele time. Vamos separar as coisas. Quem falou bobagem sobre Jesus e o Diabo não foi o clube Corinthians e sim uma escola de samba chamada Gaviões da Fiel. Todo mundo sabe que a escola de samba nasceu de uma torcida organizada corintiana. Mas, nem a escola de samba e nem a torcida são o clube de futebol Corinthians. Não sou corintiano, mas a bem da verdade, criticar o clube de futebol por aquele espetáculo triste é usar de má-fé. Portanto, amigo corintiano, continue a torcer pelo seu time, sem nenhum peso de consciência pelo ocorrido.
            E por fim, o castigo por aquela zombaria veio muito rápido. A escola de samba Gaviões da Fiel ficou em 9º lugar no Carnaval e viu seus rivais de torcida Mancha Verde e Dragões da Real ficarem em 1º e 2º lugares. Ou seja, além de apostarem numa mentira, foram muito ruins na competição. Quis fazer do seu diabo um vencedor e ficou em 9º lugar.
            Não se preocupe e nem fique indignado com o que Gaviões fez. Ore por eles para que um dia conheçam a imensa graça do Senhor. Sirva a Jesus com alegria e deixa que Deus cuide do resto!
            Sou o pastor e professor Whitson Rocha e convido você a ler bons artigos e ver vídeos sobre a Bíblia e a Teologia no meu blog www.evangelhobendito.blogspot.com.br. 

MAIORIDADE PENAL

A MAIORIDADE PENAL

Nos dias atuais, corre na Câmara dos deputados um Projeto de Emenda Constitucional que baixa a idade penal para determinados crimes de 18 para 16 anos. Aprovada em 1º turno, precisa ser aprovada em 2º turno. Depois vai para o Senado e deve seguir o mesmo ritual. Dou minha opinião, como estudioso das Escrituras e exercendo o dom que Deus me deu de ensinar, com o propósito de contribuir para a discussão deste assunto.
Quero de início, dizer que sou a favor da redução da maioridade penal para 16 anos. Alisto as razões para este posicionamento.
A primeira razão é bíblica. A Bíblia diz assim: “não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá” (Gálatas 6.7). Deus enxerga o ser humano como responsável por suas atitudes. Ele é livre para escolher entre o bem e o mal. De suas escolhas, advém consequências. Se escolher o bem, virão bênçãos e sucesso em sua vida. Se escolher o mal, virão tormentos e castigos. Deus criou a humanidade com senso moral e com o princípio da semeadura e colheita: “o que o homem semear, isto também colherá”. Quando uma criança chega à idade da razão (aquela na qual, clara e conscientemente, pode-se escolher entre o bem e o mal), ela se torna responsável. Para Deus, não existe idade definida para esta responsabilidade. Até uma criança é responsável pelo mal que faz desde que entenda que o que fez é um mal. Por que pais e educadores usam o “cantinho da consciência” para crianças que fazem coisas erradas ou são desobedientes? Porque percebem que até a criança pratica o mal. E deve ser punida a fim de que não continue na mesma prática. Diante de Deus, um adolescente de 14 anos que rouba e mata é tão culpado quanto um homem de 30 anos que faz a mesma coisa.
A segunda razão porque sou a favor da redução da maioridade penal para 16 anos é porque precisamos como adultos, educar para valer, nossa juventude. Da década de 60 para cá, vem ocorrendo uma inversão trágica de valores na educação que estão acabando com o senso moral das crianças, adolescentes e jovens. Primeiro, os pais não educam mais. Tornam-se superprotetores de seus filhos; não permitem que seus filhos passem pelas frustrações normais da vida; não corrigem de maneira adequada, mas vivem a desculpar os filhos por seus erros (agora, tem até a lei da palmada que impede os pais de ser livres na correção dos filhos). Conclusão da superproteção: crianças mimadas, sem limites, que se acham “reizinhos” e acham que podem fazer e ter tudo que quiserem. Estas crianças chegam à escola e quando, pela primeira vez na vida, se deparam com uma autoridade chamada professor, logo partem para o desrespeito, a desconsideração e a violência. Não é isto o que acontece hoje nas escolas?  Por não terem tido limites e nem educação, muitos deles partem para o álcool, as drogas, o sexo irresponsável e os crimes. E aí tem uma lei que diz que se eles não têm 18 anos, o Estado também vai passar a mão na cabeça deles e vai dizer que eles não são culpados, mas sim vítimas de um sistema ruim. Temos de mudar nosso comportamento como adultos: educar os filhos, impor limites com punições se transgredirem, saber dizer não, controlá-los e amá-los a ponto de nos importar com o que fazem. O Estado também deve ser mais severo com adolescentes que cometem crimes e não tratá-los como se tivessem 8 anos de idade. Agir com mais rigor também é educação.
Tenho outras razões, mas vou terminar com esta terceira. Sou a favor da redução da maioridade penal porque acredito que o Estado deve zelar pela justiça social. Nunca vai dar certo uma sociedade na qual adolescentes matam e estupram outros adolescentes e depois saem nas ruas como se nada tivesse acontecido. Estamos cansados de ver adolescentes presos por crimes graves e que saem livres no dia seguinte para continuar a cometer os mesmos crimes. Não há sociedade justa que viva desta maneira. Adolescentes criminosos têm de ser julgados com a mesma lei dos adultos e eles têm de saber que, se cometerem crimes, terão penas pesadas. Só isto pode freá-los. A impunidade alimenta a criminalidade. Obviamente, não se deve colocar criminosos de 16 anos na mesma cela de pessoas de 30 anos. Se fizermos isto, estaremos formando uma escola do crime. A punição deve ser pesada para crimes graves, mas todo presídio deve ser adequado à pena e dar dignidade a todos os presos.

 Espero que a Emenda Constitucional em discussão passe na Câmara e no Senado Federal. Sei que 85% da sociedade brasileira é a favor da redução. Sei também que esta Emenda sozinha não resolverá o problema da violência no Brasil, mas é um passo em direção a uma sociedade mais justa, mais responsável e menos violenta. Que Deus nos ajude na construção de uma sociedade melhor.

ABORTO - 01 - MINISTRO BARROSO

MINISTRO BARROSO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DEFENDE A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO DO FETO COM ATÉ 3 MESES DE VIDA.

Na semana em que o Brasil chorava os mortos da Chapecoense, a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta Corte do País, julgando um Habeas Corpus a favor de médicos e funcionários de uma clínica que praticaram aborto, defendeu a legalização do aborto para fetos com até 3 meses de idade. O relator foi o ministro Luis Roberto Barroso que afirmou a legalização do aborto por respeito à decisão da mulher e também de sua saúde. Ele disse o seguinte: “em verdade, a criminalização confere uma proteção deficiente aos direitos sexuais e reprodutivos, à autonomia, à integridade psíquica e física, e à saúde da mulher, com reflexos sobre a igualdade de gênero e impacto desproporcional sobre as mulheres mais pobres. Além disso, criminalizar a mulher que deseja abortar gera custos sociais e para o sistema de saúde, que decorrem da necessidade de a mulher se submeter a procedimentos inseguros, com aumento da morbidade e da letalidade”. Ele defendeu que o aborto ocorra até os 3 meses de vida do feto e deu as razões porque pensa assim: “a interrupção voluntária da gestação não deve ser criminalizada, pelo menos, durante o primeiro trimestre da gestação. Durante esse período, o córtex cerebral – que permite que o feto desenvolva sentimentos e racionalidade – ainda não foi formado, nem há qualquer potencialidade de vida fora do útero materno. Por tudo isso, é preciso conferir interpretação conforme a Constituição aos Artigos 124 e 126 do Código Penal, para excluir do seu âmbito de incidência a interrupção voluntária da gestação efetivada no primeiro trimestre”. Os ministros Rosa Weber e Edson Fachin concordaram com esta palavra do ministro Barroso. Os ministros Marco Aurélio e Luis Fux não se pronunciaram sobre este assunto do aborto.
Os dois artigos do Código Penal citados pelo ministro Barroso, dizem o seguinte: “Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento
Art. 124. Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque:
Pena – detenção, de um a três anos.
Art. 126. Provocar aborto com o consentimento da gestante:
Pena – reclusão, de um a quatro anos.
Parágrafo único. Aplica-se a pena do artigo anterior, se a gestante não é maior de quatorze anos, ou é alienada ou débil mental, ou se o consentimento é obtido mediante fraude, grave ameaça ou violência”.
Vamos à análise das ideias do ministro Barroso:
1)    Ele diz que a criminalização do aborto fere os direitos da mulher sobre seu corpo e sua autonomia. Em primeiro lugar, quando uma mulher gerou uma vida, geralmente o fez sabendo que poderia gerar uma vida. Caso contrário, ela usaria camisinha ou anticonceptivos que são distribuídos gratuitamente nos postos de saúde. Se ela fez uma escolha pela possibilidade de engravidar, assumiu este risco. Se ela queria evitar gravidez, ela teria como fazê-lo (a não ser que sofresse estupro, que é outro assunto). Agora que o feto está gerado, como pode reivindicar autonomia para retirá-lo? Em segundo lugar, se a mulher tem direitos, o feto também não os tem? Não é uma vida humana também? Por que o direito da mulher deve prevalecer sobre os do feto?
2)    Barroso diz que criminalizar a mulher gera custos sociais. Se o aborto fosse legalizado, isto não geraria custos maiores ainda? Quem pagaria os hospitais públicos para que façam milhares de abortos não seria o imposto do povo? Outra coisa, se a mulher assumiu o risco de engravidar e deseja abortar, não deveria ser ela a pagar por este custo? Por que teria de ser a sociedade? Até porque a maioria da sociedade brasileira é contra o aborto! A seguir esta linha de raciocínio do ministro Barroso, deveríamos deixar todos os bandidos livres, pois, desta forma, não teríamos de gastar dinheiro com presídios. Cada um é responsável pelos erros que comete e não deve jogar para a sociedade o pagamento de seus erros.
3)    Agora vem o pior. O ministro Barroso diz que, até os 3 meses de vida, o feto não tem o córtex cerebral formado. Na opinião de Barroso, por causa disto, o feto não pode pensar e nem sentir. Logo, o feto ainda não é um ser humano! Ele é uma espécie de “coisa” que está dentro do útero de uma mulher. Para ele, a partir da formação do córtex cerebral, o feto passa a ser pessoa humana. A partir daí, o aborto deve ser considerado crime da mulher contra um ser humano. Ele está amparado numa corrente da medicina que diz que a vida começa quando o feto começa a ter atividades cerebrais e isto aconteceria mais ou menos no 2º mês de gravidez. No entanto, outra corrente da medicina entende que o feto é vida humana desde a concepção, pois a célula-ovo carrega consigo o DNA que informa como é a constituição física do indivíduo. Os próprios cientistas estão divididos quanto a isto. Então como pode o ministro Barroso propor o aborto até 3 meses que, na opinião de muitos, já seria a morte de uma vida humana? Nós que cremos na Bíblia, sabemos que ela diz que a vida nasce na concepção: “tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe” (Salmo 139.13). Para os que creem na encarnação de Jesus Cristo, uma pergunta: Deus se tornou ser humano no ventre de Maria na hora em que ele foi concebido pelo Espírito Santo ou três meses depois, quando ele começou a ter atividades cerebrais? A vida começa na concepção, tanto no aspecto científico quanto no teológico.
4)    Quando um juiz, como é o caso do ministro Barroso, emite uma opinião deste tipo, diz-se no Direito, que ele está legislando. Ou seja, tentando criando uma lei. Ora, num Estado de Direito, como é o nosso, a função de legislar cabe aos representantes eleitos pelo povo, ou seja, ao Congresso Nacional. A função de um juiz é julgar segundo as leis que foram aprovadas pelo Congresso. Portanto, o ministro Barroso se arroga o direito de legislar. Foi por este motivo, que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, criou uma comissão parlamentar para discutir o assunto. Até aqui as leis permitem o aborto em três casos: estupro, risco para a vida da mulher e anencéfalos (este último foi criado pelo STF). O que Barroso disse fere as leis que existem hoje.
Nós, que somos contrários ao aborto, temos que começar a nos mexer. Existe uma ideologia na sociedade brasileira, especialmente ligada à esquerda e a muitas pessoas de nível superior, que, de há muito tempo, estão tentando defender a legalização do aborto. Já tentaram isto na época do governo Lula e outra vez na época do governo Dilma. Nas duas vezes, representantes tanto da Igreja Católica quanto das igrejas evangélicas conseguiram impedir que isto se transformasse em projeto de lei. Porém, os que defendem o aborto não vão parar até conseguir a sua total legalização do aborto. Por isso, precisamos agir.
Algumas ações podem ser produtivas:
1)    Orar ao Senhor da vida que livre o Brasil deste assassinato em massa que seria a legalização do aborto;
2)    Ler textos sobre o assunto, ouvindo inclusive a opinião dos que são a favor do aborto. O diálogo é sempre bem-vindo;
3)    Quando o presidente da Câmara formar a comissão sobre o aborto, conseguir os e-mail dos componentes e pressionar para que a proteção à vida seja desde a concepção. Se você tem contato com algum deputado federal, pressione-o também;
4)    Participar de movimentos a favor da vida desde a concepção, mesmo que sejam movimentos laicos ou de outras religiões. Os evangélicos não podem ficar com a ingenuidade de achar que vão resolver estas questões sozinhos. Nós somos o povo brasileiro e certas questões independem de religião. Se um ateu é contra o aborto, eu posso me unir a ele nesta questão e juntos lutarmos por nosso pensamento comum. Nem eu vou virar ateu por causa disto e nem ele vai virar cristão. O importante são vidas que vamos salvar da morte.

Viva a vida, dom de Deus!