É IMPOSSÍVEL SER
NEUTRO EM RELAÇÃO A JESUS
No mundo de tradição cristã hoje, existem
três grupos acerca da relação com Jesus Cristo. Um grupo relativamente pequeno
ama e segue a Jesus com um coração fiel e sincero. Outro grupo, menor que o
primeiro, é avesso, descrente e joga contra Jesus. São pessoas que dizem que
ele não existiu, ou que sua morte não significa nada, ou que ele usou seus
ensinamentos para tornar as pessoas fracas a ponto delas não conseguirem
desenvolver seu potencial. Mas há uma imensa maioria que é neutra em relação a
Jesus, ou seja, dizem gostar dele e de seus ensinamentos, mas ele não faz
nenhuma diferença no dia a dia destas pessoas. O texto de Lucas 2.33-38 diz que é impossível ser neutro em relação a Jesus
Cristo. Ou ficamos de pé ou caímos em relação a ele.
Simeão,
o profeta, falou sobre o bebê Jesus (v. 28-32). José e Maria ficaram admirados
do que ele disse (v. 33). Simeão abençoa o casal e diz a Maria que aquele
menino estava destinado a causar a queda e o soerguimento de muitos em Israel e
que ele seria um sinal de contradição (v. 34). O que Simeão profetizou é que
Jesus é um marco que definirá o destino das pessoas. Por causa de Jesus Cristo,
e não de outra pessoa humana, muitos vão se perder e muitos vão ser salvos. Ele
é como uma pedra na qual algumas pessoas tropeçam e caem e outras sobem em
cima, erguem-se e ficam salvas de perigos. Os que se levantam vão crer nele,
segui-lo como o Senhor de suas vidas e amá-lo sempre. Os que caem vão se opor
ou, simplesmente, manter-se “neutros” em relação a ele. Neste sentido, Jesus é
um sinal de contradição para a humanidade. Alguns dirão “sim” para ele, outros
dirão “não”. O “talvez” não existe. Simeão disse algo mais (v.35): neste “sim”
ou “não” que cada pessoa diz a Jesus revela-se o que há dentro delas. Ou seja,
e peço que você preste atenção nisto, crer ou não em Jesus Cristo está embutido
em toda a vida da pessoa, no mais íntimo de seu ser! A necessidade de uma
resposta existencial a Jesus apenas revela o que há dentro do coração de cada
um. Vai crer em Jesus quem quiser a partir do mais profundo desejo de seu ser
mas, não vai crer, aquela pessoa na qual todas as fibras do seu ser dirão: “não
queremos Jesus aqui”. Cada um é responsável por seguir ou não a Jesus e, desta
decisão profundamente íntima, resultará seu merecido destino eterno.
Para
a mãe Maria, em especial, Simeão profetiza que uma dor angustiante estava
reservada para ela (v. 35). Seria como se uma espada atravessasse a sua alma.
Maria que, até aquele momento, só tivera boas revelações acerca de seu bebê
Jesus, agora se vê diante de uma profecia relativa a seu sofrimento como mãe. Simeão
não sabia, mas estava falando da morte de Jesus. Quando ele estava pregado na
cruz, os evangelhos dizem que sua mãe e outras mulheres ficaram ali o tempo
todo, acompanhando sua agonia, chorando sua morte e auxiliando em seu
sepultamento. Que dor lancinante Maria sofreu como mãe. Mas a dor se
transformaria em indizível alegria apenas três dias depois.
Outro encontro, neste mesmo dia no Templo,
foi de uma mulher, muito idosa, chamada Ana, que era profetisa (v. 36). Ela era
de uma tribo inexpressiva de Israel, tinha vivido sete anos com seu marido, mas
ficara viúva e agora tinha oitenta e quatro anos. Ela estava sempre no templo.
Era muito piedosa, dedicando-se a orações e jejuns. Servia a Deus dia e noite
(v. 37). No Reino de Jesus, a mulher tem seu lugar que não é inferior ao do
homem. Simeão era profeta, Ana era profetisa (é o texto bíblico quem diz). Se o
homem prega e ensina a palavra de Deus (ato de profetizar), a mulher também!
Leitoras mulheres seguidoras de Jesus: desenvolvam, sem medo, os dons que o
Senhor deu a vocês. Não permitam que a opinião de homens intimide vocês no
serviço a Deus. Lembre-se de Atos 5.29: “importa, antes, obedecer a Deus que
aos homens”.
Quando se aproximou do bebê Jesus, Ana
teve duas atitudes (v. 38). Em primeiro lugar, ela glorificou a Deus e
agradeceu-lhe pelo menino. Ela também viu o Messias. Depois, ela começou falar
daquele menino com todas as pessoas que ela sabia que esperavam a redenção,
libertação espiritual de Jerusalém. Ela evangelizava dizendo que o Messias
havia chegado e que traria o perdão dos pecados.
Diante de Jesus Cristo, ou você fica em pé
ou você cai. A escolha vem do mais íntimo do seu próprio ser. Quem é você? O
que você vai escolher?
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