JOÃO BATISTA: O
ÚLTIMO E MAIOR PROFETA DO ANTIGO TESTAMENTO
No evangelho de Lucas 3.1-3 ouvimos falar de
João Batista. O último profeta do Antigo Testamento foi Malaquias que viveu
cerca de 400 anos antes de Cristo. Depois dele, há 4 séculos de silêncio de
Deus pois não há profetas falando em nome do Senhor. Até que, no deserto
aparece João Batista. Embora, historicamente, ele esteja na época do Novo
Testamento, João Batista é um profeta do tipo do Antigo Testamento, mas com a
melhor palavra profética.
Deste texto, apresento quatro ensinamentos
para nós:
1) O cristianismo é a única religião que se
baseia na história (v. 1 e 2). Lucas cita as autoridades políticas e religiosas
da época em que João Batista começou a pregar. O cristianismo fala de um Deus
que age em eventos históricos com a finalidade de nos salvar. A criação, o
êxodo, a conquista da terra prometida, os reis de Israel, o nascimento de
Jesus, sua morte e ressurreição, tudo é história. O apóstolo Paulo fala que, se
Cristo não ressuscitou (fato histórico), é vã a nossa fé (I Coríntios 15.17).
Enquanto outras religiões baseiam-se em idéias e filosofias de vida, o
cristianismo fala da ação de Deus na história. Deus já modificou a história de
sua vida?
2) Lucas nos fala de várias autoridades
políticas e religiosas da época mas a palavra do Senhor não veia a nenhuma
delas. A palavra de Deus não veio por intermédio dos poderosos (inclusive
religiosos), mas a um homem sem poder, estranho, pobre, solitário e que morava
no deserto. É sempre assim: Deus escolhe as coisas loucas deste mundo para
confundir as sábias. Valorize as pessoas simples que estão ao seu redor. Talvez
Deus fale com você através delas.
3) João Batista é um proclamador, pregador da
mensagem, um profeta que fala à beira do rio Jordão (v. 3). Mas qual é sua
mensagem? Em primeiro lugar, ele prega que as pessoas sejam batizadas depois de
se arrependerem de seus pecados (v. 3). Entendamos a época. Naquele tempo, os
judeus só batizavam pessoas estrangeiras que queriam praticar a lei de Moisés
e, desta forma, fazer parte da aliança do Senhor com o povo de Israel. Ninguém
jamais batizava um judeu pelo simples fato de que ele nascia dentro da aliança
por causa do sangue, ou seja, era um descendente de Abraão, o pai dos judeus.
Esta é a novidade de João Batista: ele batizava judeus. Ele disse que a decisão
de arrepender-se dos pecados, e não a raça de alguém, é o que o leva a entrar
numa aliança com Deus. A palavra arrependimento significa mudança de visão de
vida, dar meia-volta em direção a Deus. Ou mudamos nossos velhos costumes e nos
arrependemos sinceramente diante de Deus ou nunca haverá comunhão com ele. Para
os que se arrependiam de seus pecados, o sinal externo desta decisão era o
batismo.
4) João Batista dizia que quando alguém se
arrependesse verdadeiramente, os seus pecados seriam perdoados por Deus. Outra
novidade de nosso profeta. Naquela época, ensinava-se que para ter os pecados
perdoados era necessário o sacrifício de um animal (ato externo). João Batista
diz que é um ato interno (o arrependimento) que nos traz o perdão. Hoje, você
não será perdoado por Deus por atos externos (batismo, ir à igreja, dar o
dízimo ou ofertas, fazer caridade, etc) mas por atitudes internas como o
arrependimento dos pecados e a fé no Senhor Jesus.
João Batista chega ao auge do profetismo do
Antigo Testamento e prepara a vinda do Messias, o Salvador do mundo, Jesus
Cristo.
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