JOÃO BATISTA: O POVO CRÊ, OS RELIGIOSOS REJEITAM
Eu estou cansado
de ver pessoas que se intitulam pastores, bispos ou missionários dar valor a
rituais e coisas que não tem nenhum valor no mundo espiritual. Um desses
construiu um megatemplo a que deu o nome de “Salomão”. Certamente, o poder
político/mundano deste senhor aumentou consideravelmente mas no Reino de Deus
não aumentou um mísero centímetro. Na época de Jesus, também era assim. Jesus
estava falando da importância de João Batista, profeta de Deus. João Batista
trouxe duas novidades: a necessidade, para todos, do arrependimento dos pecados
e o consequente batismo nas águas como forma de pertencer ao povo de Deus. Isto
era novidade porque os líderes religiosos da época (fariseus e mestres da Lei)
diziam que estas duas atitudes (arrependimento e consequente batismo) eram
apenas para estrangeiros. O povo de Israel não precisa disso, desde que
seguisse as inúmeras regras da lei de Moisés. A religião deles era de caráter
externo e ritualista. No texto de Lucas
7.29-30, o evangelista Lucas nos dá uma explicação acerca das reações
antagônicas em relação à mensagem de João Batista.
Em primeiro
lugar, vamos ver a reação do povo à mensagem de João (v. 29). Lucas nos informa
que todo o povo que ouviu João Batista creu na sua mensagem. Aceitação total
por parte do povo. Tanto isto é verdade que todo este povo que creu foi também
batizado por João Batista. Ora, João só ministrava seu batismo se a pessoa
genuinamente havia se arrependido de seus pecados e tomado um outro rumo de
vida. Até mesmo os odiados publicanos (cobradores de impostos, ladrões e
libertinos) foram batizados por João após confessarem que haviam mudado de
comportamento. Todos eles, diz o texto, reconheceram “a justiça de Deus” através
da mensagem de João Batista. Que “justiça de Deus” é esta que eles acataram?
Eles fizeram o seguinte: 1º) consideraram-se pecadores; 2º) resolveram
arrepender-se (mudar a maneira de viver) e voltaram-se para Deus; 3º)
batizaram-se como sinal externo de uma mudança que já havia ocorrido no
interior da vida deles. Eles levaram a sério a mensagem de João Batista e, ao
tomar estas atitudes, perceberam que Deus os havia recebido com perdão e
alegria. Em outras palavras: Deus só recebe, para si, pecadores que se
arrependem e voltam-se confiantemente para ele e não pessoas que se acham boas.
Bem diferente do
povo, foi a atitude dos líderes religiosos (v. 30). Aqui são citados os
fariseus e os peritos da lei de Moisés. Eles conheciam e, externamente,
cumpriam os mandamentos da lei. No entanto, apesar deste excelente desempenho de
guardar a lei, eles rejeitaram o propósito de Deus para eles. Eles jogaram
fora, descartaram a vontade de Deus. Observe que nem sempre obedecer a
mandamentos externos da lei de Deus significa conhecer a Deus. A religiosidade
os impediu de fazer a vontade de Deus. O sistema deles era: “eu vou ser
suficientemente bom para que Deus me aprove”. É o velho erro de achar que
podemos ser salvos pelas nossas próprias forças e feitos. Como a mensagem de
João Batista não servia para eles, não se submeteram ao batismo dele.
O que é o
evangelho de Jesus? Uma mensagem de salvação e também de condenação! Mensagem
de salvação para quem reconhece sua distância de Deus, crê na mensagem de
perdão de Jesus e recomeça uma vida nova com ele. Mensagem de condenação para
todo aquele que é incapaz de reconhecer seus pecados e sua fraqueza moral e
busca uma autojustificação baseado em sua própria capacidade.
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