A TRANSFIGURAÇÃO DE JESUS
2ª PARTE: A GLÓRIA DE JESUS OCULTA NA CRUZ
O sucesso sempre
está associado à vitória em nossos pensamentos. Glória significa sempre chegar
ao ápice de qualquer busca. Jamais passou pela cabeça dos seres humanos que
glória tivesse a ver com humilhação, sofrimento e dor. Pois isto não só passou
pela cabeça de Deus como ele fez isto acontecer. A cruz onde Jesus morreu é o
evento central da História, pois proclama a melhor notícia do mundo: Deus salva
o homem! É isto que veremos na 2ª parte do texto da transfiguração de Jesus em Lucas 9.32-36.
Relembrando:
Jesus subiu a um monte com três discípulos para orar. Era noite e Jesus
resplandeceu em fulgurante luz. Ele e até suas vestes. Então Moisés e Elias
apareceram e conversaram com Jesus acerca de sua morte que deveria ocorrer em
breve na cidade de Jerusalém. Neste momento, os três que estavam cochilando,
ainda sonolentos, veem toda esta cena (v. 32). Um dos eventos mais gloriosos
acontecendo e os três cochilando. No ímpeto, Pedro diz a Jesus: “Mestre, é bom
estarmos aqui. Façamos três tendas: uma para ti, uma para Moisés e uma para
Elias”. O escritor Lucas diz que “ele não sabia o que estava dizendo” (v. 33).
Pedro acha que pode dar uma ajuda aos três fazendo tendas. O bom desejo do
homem não produz a glória de Deus. Qual o erro de Pedro que não sabia o que
dizia? Ao dizer que vai fazer três tendas, Pedro coloca as três pessoas no
mesmo nível. Não estão no mesmo nível. Jesus, claramente, é superior a Moisés e
Elias. Por isto, estes dois conversavam com Jesus sobre sua morte. Outra coisa:
quando Pedro usa a palavra “tenda”, a palavra original é “tabernáculo”, que era
a tenda onde Deus morava quando o povo de Israel vagou pelo deserto por 40
anos. Ele não discerne que o “tabernáculo” de Deus é Jesus. Não é preciso
construir nada, pois “o Verbo se fez carne e ‘tabernaculou’ entre nós” (João
1.14).
Neste momento,
Deus esconde os três em uma nuvem (v. 34). Nuvem é um dos símbolos da presença
de Deus no Antigo Testamento. Os três discípulos ficaram com medo. O homem não
produz a glória de Jesus e sim Deus, o Pai. Ouçam o que ele vai dizer acerca de
Jesus.
“Dela (da nuvem)
saiu uma voz que dizia: ‘este é o meu Filho, o escolhido. Ouçam-no’” (v. 35). O
que disse Deus Pai de dentro da nuvem? Primeiro: “este é o meu Filho”: Jesus é
tanto divino como humano, pois é o Filho eterno de Deus. Deus Pai dá testemunho
de que Jesus é o seu Filho (não disse: “um dos meus filhos”). Segundo: Jesus é
“o escolhido”. Jesus é o único que Deus escolheu para cumprir sua missão de
salvar a humanidade. Por este motivo, a cruz é necessária para Jesus. Terceiro:
a ordem de Deus é “ouçam-no”. Deus quer que ouçamos e confiemos em tudo que
Jesus falou e que está registrado na Bíblia. Por causa deste testemunho, ao nos
darmos a Jesus, cremos em Deus.
Depois disto,
Jesus ficou só em sua aparência comum (v. 36). Jesus é o cumpridor do Antigo
Testamento e por isso Moisés e Elias desapareceram. Agora é com ele! Foi tão
forte e indecifrável esta experiência que os discípulos guardaram silêncio e só
contaram aos demais apenas depois da ressurreição de Jesus. Cerca de 30 anos
depois deste acontecimento, o apóstolo Pedro, ainda impactado, deu testemunho
disto na sua segunda carta: “de fato, não seguimos fábulas engenhosamente
inventadas, quando lhes falamos a respeito do poder e da vinda de nosso Senhor
Jesus Cristo; ao contrário, nós fomos testemunhas oculares da sua majestade.
Ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando da suprema glória lhe
foi dirigida a voz que disse: ‘este é o meu filho amado de quem me agrado’. Nós
mesmos ouvimos esta voz vinda dos céus, quando estávamos com ele no monte
santo” (2ª Pedro 1.16-18).
Jesus Cristo é
glorioso e majestoso. Ele é o Deus eterno e, ao mesmo tempo, um homem. Sua
glória está oculta na cruz. A glória de Jesus é a cruz onde ele morreu por nós.
Quem viver sua vida honrando a Jesus e obedecendo-o, é de Deus e ouviu seu
testemunho.
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