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Lucas 12.01-03 - A PERDA DA VIDA EM VIVER DE APARÊNCIA

A PERDA DA VIDA EM VIVER DE APARÊNCIA

 O que uma pessoa almeja quando vive de aparência e esconde sua verdadeira personalidade? Certamente ela quer impressionar alguém ou outras pessoas a fim de ganhar um conceito melhor, honra, poder, emprego, dinheiro, sexo ou alguma outra coisa que para ela é importante. Viver de aparência, na Bíblia, é ser hipócrita, ou seja, esconder-se atrás de uma máscara. Na época de Jesus, um grupo especializou-se em viver de aparência: os fariseus. Com isto, eles queriam ganhar o título de “santos”. Em Lucas 12.1-3, Jesus mostra que não vale a pena perder a vida sendo hipócrita.
A fama de Jesus estava no auge e as pessoas se amontoavam e se atropelavam para ouvi-lo. Embora Jesus falasse a toda multidão, o seu ensino era para seus discípulos, ou seja, as pessoas que o seguiam porque acreditavam nele e o obedeciam (v. 1). A estes discípulos, Jesus disse: “tenham cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia”. Jesus compara a hipocrisia com o fermento. Pegue duas massas de pão com o mesmo peso. Numa coloque fermento e na outra não. Asse e veja qual fica mais bonita. É a mesma massa, mas o fermento fez a diferença para que uma delas parecesse mais gostosa. Assim era no caso dos fariseus: por causa da hipocrisia, passavam uma imagem de pessoas muito mais santas que o restante. Na verdade, eles eram tão pecadores quanto os demais. Mas gostavam do ganho público que conseguiam com sua hipocrisia. Jesus nos ensinou para tomarmos cuidado e não termos a mesma atitude deles. Trabalhe no seu interior para ser uma só pessoa, tanto interna como externamente. Seja transparente. Não se ache melhor do que os outros. Na verdade, você é feito do mesmo pó e da mesma carne de todos os homens. Procure melhorar, mas seja autêntico, sem viver de aparência.
Continua Jesus: “não há nada escondido que não venha a ser descoberto, ou oculto que não venha a ser conhecido” (v. 2). Quando alguém vive de aparência, aquilo que ela guarda dentro de si (pecados, maldade, orgulho) e que ela se esforça tanto em esconder, fará com que ela se torne exatamente o tipo de pessoa que esconde. Mais cedo ou mais tarde, isto virá à tona como um vulcão e nem ela própria poderá conter. Veja o exemplo de uma pessoa que, interiormente, guarda muita raiva das pessoas (seus pais, irmãos e até colegas de escola ou trabalho), mas exteriormente é educada e ninguém percebe sua raiva contida. Mais cedo ou mais tarde, acontecimentos ou palavras farão com que esta raiva seja exposta para que todos vejam. Por viver de aparência, não cuidou da raiva interior e se tornará o que é por dentro, uma pessoa raivosa. Além desta “descoberta” existencial, Jesus também fala de um dia em que os homens serão vistos e julgados como realmente são. Este é o dia do juízo final (Apocalipse 20.11-13). Ali todos estarão “nus”, ou seja, sem aparência para enganar. Este será um dia de grande vergonha, pois o dia do juízo revelará o que cada um é.
“O que vocês disseram nas trevas, será ouvido à luz do dia, e o que vocês sussurraram aos ouvidos dentro de casa, será proclamado dos telhados” (v. 3). Aquilo que se fala em secreto para que outros não ouçam, revela a verdade do que se pensa e de que tipo é aquela pessoa. Quando você fala um segredo para alguém e não quer que isto se espalhe, você não está dizendo algo que para você é a verdade? As palavras demonstram quem somos porque elas trazem a nossa interioridade para fora. “A boca fala do que está cheio o coração” (Lucas 6.45). Um dia, o que é falado secretamente ou sussurrado, será ouvido por todos. Nossas palavras nos revelam. Não há como fugir de quem somos.

Cuide de sua vida espiritual, tenha retidão interior. É no seu coração que a batalha é ganha ou perdida. Ser dois, na hipocrisia, é perder o jogo de sua vida. Não fuja de você mesmo. O único lugar terapêutico para você encontrar-se consigo próprio é no discipulado de Jesus Cristo. Venha para ele.

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