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Lucas 19.1-7 - JESUS VALORIZA AS PESSOAS DISCRIMINADAS


JESUS VENCE PRECONCEITOS PARA SALVAR (1ª Parte)
JESUS VALORIZA AS PESSOAS DISCRIMINADAS

Nunca vi uma eleição tão polarizada como as de 2018. As várias campanhas ressaltaram e colocaram em evidência os preconceitos dos adversários. O pior é que isto não ficou restrito a campanhas eleitorais. Famílias e amigos se dividiram por causa dos pleitos eleitorais e radicalizaram uns contra os outros. Que momento vergonhoso como povo. Na época de Jesus, em Israel, também havia os preconceitos, inclusive do povo. Os mais odiados eram os grupos que pertenciam ao nome de “pecadores”: prostitutas, cobradores de impostos e pessoas imorais. O texto de Lucas 19.1-10 nos ensina como Jesus lidou com preconceitos na história de Zaqueu. Hoje vamos ver a primeira parte que se encontra em Lucas 19.1-7.
Tendo Jesus entrado em Jericó, ia atravessando a cidade. Havia ali um homem chamado Zaqueu, o qual era chefe de publicanos e era rico” (v. 1,2). Jesus estava atravessando a importante cidade de Jericó que ficava a 25 Km de Jerusalém. Ele já tinha curado um cego na entrada da cidade (Lucas 18.35-43), era muito famoso e uma multidão estava em peregrinação com ele até Jerusalém. Além destes, o povo de Jericó se aglomerou à multidão. Certamente, era difícil Jesus andar com tão grande aclamação popular. Na multidão, alguém se desloca insistentemente porque deseja ver Jesus. Seu nome é Zaqueu (em hebraico, significa “puro”). Zaqueu é o chefe dos cobradores de impostos. Ele comandava a cobrança em toda a região de Jericó. Disto surgem algumas consequências: 1) ele era um homem poderoso; 2) ele era muito, mas muito odiado pelo seu próprio povo, os judeus, porque era uma espécie de traidor: cobrava dos judeus para dar aos dominadores romanos (imagine todo tipo de insulto e palavrão que este homem ouvia diariamente) e 3) ele era muito rico porque era costume, além do imposto, extorquir dinheiro dos pagantes e não havia como reclamar.
Este procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, porque era de pequena estatura. E correndo adiante, subiu a um sicômoro a fim de vê-lo, porque havia de passar por ali” (v. 3,4). Zaqueu procurava, com muito desejo, ver Jesus. A multidão era seu impedimento, pois era baixo de estatura. Obviamente, odiado como era, ninguém lhe dava passagem. Zaqueu poderia ter dito assim para si mesmo: “Eu já sou rico e poderoso. Ver Jesus não vai modificar minha vida. Vou desistir e ir para casa”. Não! Zaqueu queria ver Jesus. Teve uma ideia: correu à frente da multidão, pelo caminho que Jesus passaria, e encontrou uma árvore não muito alta e subiu nela para ver Jesus passar. Imagine que cena ridícula e vexaminosa para ele: um homem rico, mas muito odiado, baixinho, numa árvore. Com certeza, quando a multidão passasse por perto ia ter todo tipo de xingamento para ele. Mas Zaqueu queria ver Jesus! O que está acontecendo aqui é o que Jesus disse em Lucas 18.25,27 quando falava de um outro rico: “Pois é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus [...] Respondeu-lhes: ‘As coisas que são impossíveis aos homens, são possíveis a Deus’”. De onde está surgindo este desejo tão forte em Zaqueu de ver Jesus?
Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e disse-lhe: ‘Zaqueu, desce depressa; porque importa que eu fique hoje em tua casa’” (v. 5). Os olhos de Jesus o encontram e imediatamente compreende o anseio dele. Jesus chama-o pelo nome, manda que desça rápido e diz que vai pousar na casa dele. O que Jesus está fazendo com estas palavras ditas publicamente? Jesus está vencendo o preconceito ao desejar relacionar-se com aquele homem odiado. Jesus diz “importa” ou, “é moralmente necessário”: evangelizar Zaqueu era parte de sua missão divina. Jesus valoriza uma pessoa ruim que ninguém valorizava. Jesus acolhe um ladrão, corrupto, sem-vergonha, traidor, que construiu sua riqueza na extorsão dos mais pobres, sujeito nojento. Jesus o acolhe!!! Jesus não diz que, se ele melhorasse, entraria em sua casa. Jesus o acolhe como ele é, com todas as suas falhas de caráter, com o fim de ser seu amigo e pregar o evangelho! Que lição Jesus nos dá quando, sendo de esquerda, não suporto pessoas da direita ou vice-versa; quando sendo evangélico, não suporto um gay ou vice-versa; quando sendo uma pessoa de bem, não permito que meus filhos se relacionem com os filhos de alguém que está preso. Você muda tudo, Jesus de Nazaré!
Desceu, pois a toda pressa e o recebeu com alegria. Ao verem isto, todos murmuravam, dizendo: ‘Entrou para ser hóspede de um homem pecador’” (v. 6,7). Zaqueu fez tudo o que Jesus mandou: desceu, acompanhou-o e o recebeu em sua casa. Fez tudo isto com muita alegria. Zaqueu estava feliz: nunca ninguém tinha feito tal gesto de honra e apreço pela sua pessoa. Por outro lado, todos murmuravam contra Jesus. Todo o povo que o acompanhava e o louvava em Jericó, com este gesto dele, passa a falar mal dele. Qual o motivo de tanta raiva agora? Jesus tinha se hospedado na casa de um pecador. O preconceito muda opiniões quando alguém o desafia. Jesus sabia que pagaria este preço, e acolheu Zaqueu. Bendito é Jesus que deixa 99 ovelhas falando mal dele e vai buscar uma só ovelha que é muito ruim de caráter e que está perdida! Bendito é Jesus que fez isto por mim, miserável pecador!
Quer ser como Jesus? Com a ajuda do Espírito Santo, vença os seus próprios preconceitos e torne-se amigo de quem precisa ouvir o evangelho.

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