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Lucas 19.15-27 - O QUE ACONTECE DEPOIS DA MANIFESTAÇÃO GLORIOSA DO REINO DE DEUS


A MANIFESTAÇÃO GLORIOSA DO REINO DE DEUS (2ª Parte)
O QUE ACONTECE DEPOIS DA MANIFESTAÇÃO GLORIOSA DO REINO DE DEUS

Jesus nos conta como será o antes e depois da manifestação com muito poder e glória do Reino de Deus. O antes e o depois diz respeito à sua segunda vinda. Ele conta uma parábola na qual um homem nobre viaja para muito longe a fim de tornar-se rei de seu país. Ele dá uma mina (uma moeda com elevado valor financeiro) a dez servos e diz que devem negociar até que ele volte. Pessoas da comunidade fazem oposição a que ele seja rei e tentam impedir que ele assuma o reinado.  Hoje veremos o “depois” que se encontra em Lucas 19.15-27.
E sucedeu que, ao voltar ele, depois de ter tomado posse do reino, mandou chamar aqueles servos a quem entregara o dinheiro, a fim de saber como cada um havia negociado” (v. 15). O nobre retorna agora como rei. Havia conseguido o que queria e já tinha tomado posse. O dinheiro que havia dado aos dez servos era dele, e agora quer a prestação de contas de cada um. A forma como agiram em relação ao dinheiro demonstra a importância que davam à missão confiada. “Apresentou-se, pois, o primeiro e disse: ‘Senhor, a tua mina rendeu dez minas’” (v. 16). Lembrando: uma mina valia 100 denários (um denário era a paga de um dia de trabalho naquela época). Ele recebeu 100 e devolvia 1.000 denários. Mas interessante é que este servo não chama a atenção para si. Ele poderia dizer: “Eu consegui 10 minas”. Não! Ele é humilde e diz que a vitória no resultado não foi obra dele, foi da mina: “A tua mina ...”. Ele trabalhou muito e enfrentou oposição, mas seu resultado foi excelente. Jesus fala a resposta do senhor/rei: “Respondeu-lhe o senhor: ‘Bem está, servo bom! Porque no mínimo foste fiel, sobre dez cidades terás autoridade’” (v. 17). O senhor o elogia pelo que fez: “muito bom” e o que fez o definiu sobre quem era: “servo bom”. Como ele foi fiel em algo muito pequeno, o seu senhor, agora rei, o colocou sobre algo grande: ele governaria dez cidades no reino. Veja a diferença entre o pequeno e o grande: ele ganhou 10 minas; ele governaria 10 cidades. “Veio o segundo dizendo: ‘Senhor, a tua mina rendeu cinco minas’. A este também respondeu: ‘Sê tu também sobre cinco cidades’” (v. 18,19). Como o primeiro, o segundo servo também não chamou a atenção para si: “a tua mina”. Diferente do primeiro, a produtividade é menor. Ele também foi elogiado e governaria sobre cinco cidades.
E veio outro dizendo: ‘Senhor, eis aqui a tua mina, que guardei num lenço” (v. 20). O terceiro fala como servo, mas não é como os outros dois. Devolveu a mina intacta porque a deixou de lado, guardada num lenço. Foi totalmente inativo na sua missão e até se esqueceu dela quando guardou a mina. Em seguida, ele diz o motivo pelo qual não fez nada: “Pois tinha medo de ti, porque és homem severo; tomas o que não puseste e ceifas o que não semeastes” (v. 21). O motivo da inação dele era o medo que ele sentia do seu senhor. E por que tinha medo? Segundo ele, por dois motivos: o caráter do senhor era severo (um homem muito duro, inflexível) e ele era um aproveitador, um velhaco, pois tomava o que não pôs e ceifava o que não tinha semeado. Em suma, a atitude do terceiro é: “recebi uma mina do meu senhor, mas ele é um velhaco severo que não merece que eu trabalhe para ele; vou cuidar da minha vida!” “Disse-lhe o senhor: ‘Servo mau! Pela tua boca te julgarei: sabias que eu sou homem severo, que tomo o que não pus, e ceifo o que não semeei; por que, pois, não puseste o meu dinheiro no banco? Então, vindo eu, o teria retirado com juros’” (v. 22,23). Primeiramente, o senhor diz que ele é um servo mau (poderíamos traduzir também por “maligno”). Em segundo lugar, o senhor deste servo vai julgá-lo pelo que ele próprio disse: “pela tua boca te julgarei” e repete o que o servo diz com uma pergunta. O senhor quer dizer o seguinte: “se você tem medo de mim e me acha um velhaco severo, o que você deveria ter feito é ter depositado meu dinheiro num banco para eu receber com juros. Porém, é mentira que você tenha medo de mim, como é mentira também o que você pensa do meu caráter. A verdade aqui é que você nunca ligou para a missão que eu te dei. Abandonou minha mina e nem se lembrou dela. Preocupou-se, neste tempo todo, em cuidar apenas de você mesmo. Agora, só lhe restam a vergonha e a miséria”. “E disse aos que estavam ali: ‘Tirai-lhe a mina e dai-a ao que tem as dez minas’” (v. 24). Ao tirar a mina do servo maligno, este deixa de ser servo e fica sem nada. Perdeu tudo porque nunca viveu para a missão recebida de seu senhor, mas viveu apenas para seu conforto e prazer.
Responderam-lhe eles: ‘Senhor, ele tem dez minas’. ‘Pois vos digo que a todo o que tem, dar-se-lhe-á; mas ao que não tem, até aquilo que tem, ser-lhe-á tirado” (v. 25,26). Ao dar a mina do egocêntrico ao que tinha dez minas, o senhor sinaliza que: antes a mina fora dada, agora continua também a ser dada; o que o servo fiel recebe depois é muito maior do que o que recebera antes, logo o período anterior fora um teste; o fiel servo continuará servindo, só que agora com autoridade e poder. E quanto aos homens da comunidade que não queriam que ele reinasse e enviaram uma embaixada para melar a decisão do imperador (v. 14)? “Quanto, porém, àqueles meus inimigos que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e matai-os diante de mim” (v. 27). Os inimigos são os que fizeram vigorosa oposição àquele senhor ser rei. A pena destes era serem mortos na presença do rei. Ficamos perplexos por Jesus encerrar a parábola de uma forma tão violenta, com execução de rebeldes. Mas temos que nos lembrar que a situação é de vida ou morte para as pessoas que estão se opondo deliberadamente ao evangelho de Cristo que um dia triunfará. A estas pessoas, que passarão por um juízo final, restará apenas a morte eterna. Cuidado, portanto!
A lição principal desta parábola é: se vamos servir a Cristo durante nossa vida ou a nós mesmos. Se servirmos a Cristo, reinaremos quando ele voltar. Se servirmos a nós mesmos, receberemos o salário de nosso egocentrismo: a morte eterna, ou seja, ficaremos para sempre encerrados em nós mesmos! Outras lições se destacam na parábola das minas: 1) a vinda de Cristo pela segunda vez determina o fim da nossa história nesta vida e o início da principal fase: vida ou morte eterna; 2) Jesus nos deu uma missão com dons pessoais que nos capacitam a realizá-la: você vai cumprir sua missão? 3) não adianta ficar chamando Jesus de senhor se você não faz a vontade dele; não adianta ser cristão só de falar, você precisa ser como o evangelho de Jesus diz e viver para o evangelho; 4) a forma como você executa sua missão é um teste para o que você vai receber na vida eterna; mas lembre-se que o que vai receber é infinitamente maior do que o que você tem aqui; 5) quem valoriza mais sua vida do que a Jesus, está fora do Reino; quem se opõe ao Reino de Deus será castigado eternamente. Finalizando: gaste sua vida toda para exaltar Jesus!

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