A MANIFESTAÇÃO
GLORIOSA DO REINO DE DEUS (2ª Parte)
O QUE ACONTECE DEPOIS
DA MANIFESTAÇÃO GLORIOSA DO REINO DE DEUS
Jesus nos conta
como será o antes e depois da manifestação com muito poder e glória do Reino de
Deus. O antes e o depois diz respeito à sua segunda vinda. Ele conta uma
parábola na qual um homem nobre viaja para muito longe a fim de tornar-se rei
de seu país. Ele dá uma mina (uma moeda com elevado valor financeiro) a dez
servos e diz que devem negociar até que ele volte. Pessoas da comunidade fazem
oposição a que ele seja rei e tentam impedir que ele assuma o reinado. Hoje veremos o “depois” que se encontra em Lucas 19.15-27.
“E sucedeu que, ao voltar ele, depois de ter tomado posse do
reino, mandou chamar aqueles servos a quem entregara o dinheiro, a fim de saber
como cada um havia negociado” (v. 15). O nobre retorna agora como rei.
Havia conseguido o que queria e já tinha tomado posse. O dinheiro que havia
dado aos dez servos era dele, e agora quer a prestação de contas de cada um. A forma
como agiram em relação ao dinheiro demonstra a importância que davam à missão
confiada. “Apresentou-se, pois, o primeiro e disse: ‘Senhor,
a tua mina rendeu dez minas’” (v. 16). Lembrando: uma mina valia 100
denários (um denário era a paga de um dia de trabalho naquela época). Ele
recebeu 100 e devolvia 1.000 denários. Mas interessante é que este servo não
chama a atenção para si. Ele poderia dizer: “Eu consegui 10 minas”. Não! Ele é
humilde e diz que a vitória no resultado não foi obra dele, foi da mina: “A tua
mina ...”. Ele trabalhou muito e enfrentou oposição, mas seu resultado foi
excelente. Jesus fala a resposta do senhor/rei: “Respondeu-lhe
o senhor: ‘Bem está, servo bom! Porque no mínimo foste fiel, sobre dez cidades
terás autoridade’” (v. 17). O senhor o elogia pelo que fez: “muito bom”
e o que fez o definiu sobre quem era: “servo bom”. Como ele foi fiel em algo muito
pequeno, o seu senhor, agora rei, o colocou sobre algo grande: ele governaria
dez cidades no reino. Veja a diferença entre o pequeno e o grande: ele ganhou
10 minas; ele governaria 10 cidades. “Veio o segundo
dizendo: ‘Senhor, a tua mina rendeu cinco minas’. A este também respondeu: ‘Sê
tu também sobre cinco cidades’” (v. 18,19). Como o primeiro, o segundo
servo também não chamou a atenção para si: “a tua mina”. Diferente do primeiro,
a produtividade é menor. Ele também foi elogiado e governaria sobre cinco
cidades.
“E veio outro dizendo: ‘Senhor, eis aqui a tua mina, que
guardei num lenço” (v. 20). O terceiro fala como servo, mas não é como
os outros dois. Devolveu a mina intacta porque a deixou de lado, guardada num
lenço. Foi totalmente inativo na sua missão e até se esqueceu dela quando
guardou a mina. Em seguida, ele diz o motivo pelo qual não fez nada: “Pois tinha medo de ti, porque és homem severo; tomas o que
não puseste e ceifas o que não semeastes” (v. 21). O motivo da inação
dele era o medo que ele sentia do seu senhor. E por que tinha medo? Segundo
ele, por dois motivos: o caráter do senhor era severo (um homem muito duro,
inflexível) e ele era um aproveitador, um velhaco, pois tomava o que não pôs e
ceifava o que não tinha semeado. Em suma, a atitude do terceiro é: “recebi uma
mina do meu senhor, mas ele é um velhaco severo que não merece que eu trabalhe
para ele; vou cuidar da minha vida!” “Disse-lhe o
senhor: ‘Servo mau! Pela tua boca te julgarei: sabias que eu sou homem severo,
que tomo o que não pus, e ceifo o que não semeei; por que, pois, não puseste o
meu dinheiro no banco? Então, vindo eu, o teria retirado com juros’” (v.
22,23). Primeiramente, o senhor diz que ele é um servo mau (poderíamos traduzir
também por “maligno”). Em segundo lugar, o senhor deste servo vai julgá-lo pelo
que ele próprio disse: “pela tua boca te julgarei” e repete o que o servo diz
com uma pergunta. O senhor quer dizer o seguinte: “se você tem medo de mim e me
acha um velhaco severo, o que você deveria ter feito é ter depositado meu
dinheiro num banco para eu receber com juros. Porém, é mentira que você tenha
medo de mim, como é mentira também o que você pensa do meu caráter. A verdade
aqui é que você nunca ligou para a missão que eu te dei. Abandonou minha mina e
nem se lembrou dela. Preocupou-se, neste tempo todo, em cuidar apenas de você mesmo.
Agora, só lhe restam a vergonha e a miséria”. “E disse
aos que estavam ali: ‘Tirai-lhe a mina e dai-a ao que tem as dez minas’”
(v. 24). Ao tirar a mina do servo maligno, este deixa de ser servo e fica sem
nada. Perdeu tudo porque nunca viveu para a missão recebida de seu senhor, mas
viveu apenas para seu conforto e prazer.
“Responderam-lhe eles: ‘Senhor, ele tem dez minas’. ‘Pois vos
digo que a todo o que tem, dar-se-lhe-á; mas ao que não tem, até aquilo que
tem, ser-lhe-á tirado” (v. 25,26). Ao dar a mina do egocêntrico ao que
tinha dez minas, o senhor sinaliza que: antes a mina fora dada, agora continua
também a ser dada; o que o servo fiel recebe depois é muito maior do que o que
recebera antes, logo o período anterior fora um teste; o fiel servo continuará
servindo, só que agora com autoridade e poder. E quanto aos homens da comunidade
que não queriam que ele reinasse e enviaram uma embaixada para melar a decisão do
imperador (v. 14)? “Quanto, porém, àqueles meus
inimigos que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e matai-os
diante de mim” (v. 27). Os inimigos são os que fizeram vigorosa oposição
àquele senhor ser rei. A pena destes era serem mortos na presença do rei.
Ficamos perplexos por Jesus encerrar a parábola de uma forma tão violenta, com
execução de rebeldes. Mas temos que nos lembrar que a situação é de vida ou
morte para as pessoas que estão se opondo deliberadamente ao evangelho de
Cristo que um dia triunfará. A estas pessoas, que passarão por um juízo final,
restará apenas a morte eterna. Cuidado, portanto!
A lição
principal desta parábola é: se vamos servir a Cristo durante nossa vida ou a
nós mesmos. Se servirmos a Cristo, reinaremos quando ele voltar. Se servirmos a
nós mesmos, receberemos o salário de nosso egocentrismo: a morte eterna, ou
seja, ficaremos para sempre encerrados em nós mesmos! Outras lições se destacam
na parábola das minas: 1) a vinda de Cristo pela segunda vez determina o fim da
nossa história nesta vida e o início da principal fase: vida ou morte eterna; 2)
Jesus nos deu uma missão com dons pessoais que nos capacitam a realizá-la: você
vai cumprir sua missão? 3) não adianta ficar chamando Jesus de senhor se você
não faz a vontade dele; não adianta ser cristão só de falar, você precisa ser
como o evangelho de Jesus diz e viver para o evangelho; 4) a forma como você
executa sua missão é um teste para o que você vai receber na vida eterna; mas
lembre-se que o que vai receber é infinitamente maior do que o que você tem
aqui; 5) quem valoriza mais sua vida do que a Jesus, está fora do Reino; quem
se opõe ao Reino de Deus será castigado eternamente. Finalizando: gaste sua
vida toda para exaltar Jesus!
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