OS EMBATES DO
REI/MESSIAS JESUS COM A LIDERANÇA RELIGIOSA DE ISRAEL (1ª Parte)
A AUTORIDADE DE
JESUS
Em Jerusalém, na
sua última semana de vida, de domingo a quinta, Jesus ficou no templo,
ensinando. Ali, à vista de multidões, aconteceram os embates entre o
Rei/Messias Jesus e a liderança religiosa de Israel. Estes embates estão
descritos em Lucas 20.1-21.4. O primeiro round
desta luta é sobre a autoridade de Jesus e está em Lucas 20.1-8.
“Num daqueles dias, enquanto Jesus ensinava o povo no templo e
anunciava o evangelho, [...]” (v. 1). No templo, sua casa porque era a
casa de Deus, Jesus ensinava o povo e evangelizava. Próximo à sua morte, Jesus
se preocupa em fazer o que sempre fez: anunciar as boas novas de Deus e
ensinar. Quero ser como Jesus: quando eu estiver próximo à minha morte, quero
fazer o que sempre fiz: servir a Deus na simplicidade da minha vida!
Jesus está
ensinando as multidões e então, aparece, abrindo caminho entre o povo e se
postando em sua frente, uma poderosa comitiva: “[...]
chegaram os principais sacerdotes e os escribas, com os líderes religiosos, e
lhe disseram: ‘Conte-nos: com que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu
esta autoridade?’” (v. 1,2). Chega ao local a nata da autoridade
religiosa e política de Israel, só gente importante: os principais sacerdotes
que cuidavam do templo e do culto, os escribas que eram versados nas Escrituras
judaicas (nosso Antigo Testamento) e os líderes políticos do povo. Os poderosos
da religião contra um mestre popular! Imagine o frisson na multidão quando este grupo se postou frente a frente com
Jesus. Todos prenunciavam um duelo muito desigual entre os poderosos e o singular
mestre. A comitiva pergunta acerca da autoridade de Jesus: quem ele achava que
era e quem tinha dado autoridade para ele fazer essas coisas. Quais eram essas
coisas? A entrada triunfal em Jerusalém como se fosse um Messias, a expulsão
dos vendedores do templo (o controle do templo pertencia a estes principais sacerdotes)
e o ensino ao povo no templo. Eles queriam saber qual era a fonte da autoridade
de Jesus para tentar ser o Messias e desafiá-los o tempo todo.
“Ele lhes respondeu: ‘Eu também vos farei uma pergunta; dizei-me:
O batismo de João era do céu ou dos homens?” (v. 3,4). Ao ser
confrontado, Jesus não fica com medo, mas trata-os de forma igual. Se tem um
homem corajoso, cabra-macho neste mundo, ele se chama Jesus. Ele irá responder
a pergunta se, antes, eles responderem a dele. Jesus está propondo um “jogo da
verdade” para eles. Na pergunta de Jesus, ele tira o foco dele e passa para
João Batista. A pergunta era bem simples de ser respondida: o batismo de João
era do céu (ou seja, com a autoridade dada por Deus) ou dos homens (ou seja,
João era uma espécie de embusteiro, enganador que usava Deus em seus
discursos). Aqui preciso explicar algumas coisas. Primeiro, quem era João
Batista? Nesta época, João já estava morto, degolado por ordem do rei Herodes.
João foi o último dos profetas da linhagem do Antigo Testamento. João pregava o
arrependimento como mudança de vida e retorno para Deus e o sinal do
arrependimento de alguém era seu batismo nas águas (daí seu nome Batista = o
que batiza). Mas João foi o precursor de Jesus: ele o batizou, disse ao povo
que Jesus era o Cordeiro e o Messias de Deus e deu alguns de seus discípulos
para Jesus. Mais ainda: a mensagem que João pregava de arrependimento teve sua
continuidade na mensagem de Jesus de arrependimento e fé para entrar no Reino
de Deus. Segunda explicação: por que Jesus desvia o foco da autoridade dele
para a autoridade de João Batista? Veja bem: Jesus deu apenas duas opções para
os poderosos sobre a autoridade de João: de Deus ou humana. Como o ministério
de Jesus estava umbilicalmente ligado ao de João, se o dele era do céu, o de
Jesus também era. Se o dele era dos homens, o de Jesus também o seria. E Jesus
já sabia o que estes líderes pensavam de João. Jesus é muito, muito
inteligente!
Veja o que fizeram
estes líderes, ante a pergunta de Jesus: “Eles, então,
puseram-se a discutir entre si: Se dissermos: É do céu, ele dirá: Por que não
crestes nele? Mas, se dissermos: É dos homens, todo o povo nos apedrejará; pois
está convencido de que João era profeta. Então responderam que não sabiam de
onde era” (v. 5-7). Eles já tinham opinião formada a respeito de João
Batista, mas quando Jesus fez a pergunta preferiram não dar a resposta de
bate-pronto. Fizeram um círculo entre eles e começaram a discutir entre si. Só nesta
atitude deles, o esperto Jesus já começava a ganhar o jogo. No círculo, eles
discutiam entre si as possibilidades de resposta. Se dissessem que a fonte de
autoridade do batismo de João era de Deus, do céu, como num jogo de xadrez, a
pergunta seguinte de Jesus era porque eles não creram. Se isto acontecesse, todos
aqueles poderosos líderes ficariam desmoralizados diante do povo. Seria uma
vergonha total da qual não conseguiriam se recuperar depois. A outra
possibilidade era dizer o que eles acreditavam: o batismo de João era apenas
dele e João era um enganador. Dizer isto diante da multidão que estava ali era
ser condenado à morte por pedradas, porque o povo amava muito a João Batista
que era seu herói-profeta (mais ou menos parecido com a pessoa de Ayrton Sena
para o povo brasileiro). Se o povo ouvisse daqueles líderes que João era um
enganador, pedras iam voar. Ficaram com medo do povo e de morrer. Ditadores têm
medo de uma coisa só: do povo! Tremem de medo quando o povo se levanta contra
eles, nem o exército dá conta. Covardes como eram, estes líderes engoliram a
derrota, que desceu rasgando o interior deles, e disseram em alto e bom som que
não sabiam de onde vinha a autoridade de João. Os homens mais inteligentes de
Israel declaram não saber o que qualquer criança da época sabia. É muita cara
de pau!
“E Jesus lhes disse: ‘Nem eu vos digo com que autoridade faço
essas coisas’” (v. 8). Nem precisava dizer, querido Salvador. Jesus, o
corajoso Davi, venceu os Golias que
quiseram enfrentá-lo. Ficou provada, com uma simples pergunta, que a autoridade
de Jesus vinha de Deus, seu Pai, como também era a de João Batista. Tudo o que disse
e fez, foi em nome do Pai: “(Disse Jesus) Pois não
falei por mim mesmo; mas o Pai, que me enviou, ordenou-me o que dizer e o que
falar” (João 12.49); “E disse-lhes Jesus: ‘Em
verdade, em verdade vos digo que o Filho nada pode fazer por si mesmo, senão o
que vir o Pai fazer; porque tudo quanto ele faz, o Filho faz também’”
(João 5.19).
Se você quiser
ouvir Deus, ouça Jesus. Se quiser fazer as obras de Deus, faça o que Jesus fez.
Se quiser receber a salvação de Deus, receba Jesus em sua vida.
È muito saudavel e prazeroso ler as mensagens do pastor Whitson. Muito edificante e alegre suas colocações. Deus abençõe.
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