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A JUSTIÇA E A GRAÇA SE CASARAM: A SALVAÇÃO NASCEU!

A JUSTIÇA E A GRAÇA SE CASARAM:  A SALVAÇÃO NASCEU!

No nascimento de nosso Salvador Jesus, José e Maria foram escolhidos por Deus para ser os seus pais. Por que eles foram os escolhidos? Será que nas Escrituras haveria alguma pista para sabermos os motivos desta escolha de Deus? Resolvi examinar os textos bíblicos em busca de respostas. Acredito que encontrei uma e compartilho com vocês nesta época de Natal para análise, edificação e alegria.
JOSÉ (Mateus 1.18-25)
José e Maria estavam noivos (v.18). O noivado naquela época era uma situação muito parecida com o casamento. Não podiam juntar-se sexualmente e nem morar juntos, mas, se quisessem separar-se, seria necessária uma ação de divórcio. Se houvesse traição de uma das partes, a situação era vista como adultério e a pena para isto, segundo a Lei de Moisés, era a morte por apedrejamento. Neste contexto, José ouve de Maria que ela está grávida porque um anjo lhe havia dito isto (Lucas 1.30-31). No v. 19 diz-se que José era um homem justo. Se fosse seguir estritamente a Lei de Moisés, José poderia denunciá-la por adultério e ela correria o risco de ser morta. Quem acreditaria em Maria de que sua gravidez era o cumprimento da palavra de um anjo? José amava Maria e, por isso, não querendo difamá-la, resolveu anular o noivado deixando-a secretamente. Com esta atitude, o filho de Maria seria tido como sendo dele, ele assumia a “culpa” dela, ele pagaria o preço da situação e Maria poderia viver em paz com seu filho. A justiça seria feita embora ele fosse o prejudicado. O que José está fazendo? Ele está sendo justo, mas sua justiça não foi usada para punir e sim para salvar Maria de uma situação social dificílima, assumindo a “culpa” dela. Ou seja, a justiça de José foi usada para salvar sua Maria de uma situação que envolvia perigo de morte! Porém, Deus tinha um caminho melhor. Através de um sonho, Deus envia um anjo a José ordenando-lhe que se casasse com Maria, que a história de Maria era verdadeira e que ele deveria colocar o nome no menino de Jesus (v. 20,21).
Como Deus age? Deus vê os homens como pecadores e sua justiça lhe diz que precisa condená-los. Por amor, quer salvá-los, mas precisa ser de uma forma justa. Qual a solução? Deus, ao enviar seu Filho ao mundo nesta festa que agora chamamos Natal, assume a culpa e o castigo da humanidade na cruz do Calvário e, com a morte de Jesus Cristo, pode dar o perdão de uma forma justa. Ou seja, a justiça de Deus foi usada para salvar os homens da condenação eterna!
MARIA (Lucas 1.26-38)
Maria e José estavam noivos (v. 27). O anjo que foi dar-lhe uma boa notícia, diz, por duas vezes, que ela é agraciada por Deus (v. 28 e 30). Deus derramou sobre ela muita graça da parte dele. Mas, para que esta graça? Para que ela, sendo virgem, ficasse grávida de um menino, seu filho, no qual colocaria o nome de Jesus (v. 31). O anjo fala acerca deste menino o seguinte: “ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi, e ele reinará para sempre sobre o povo de Jacó; seu Reino jamais terá fim” (v. 32,33). Estava claro para Maria os perigos que ela corria se aceitasse esta graça de Deus: como explicar a seu noivo que esta gravidez era obra de Deus? Como enfrentar sua comunidade se dissessem que ela havia adulterado? Ela sabia que corria o risco de ser morta por apedrejamento. O que faz a jovem Maria? Ela não rejeita esta missão, não titubeia, não resiste, mas diz assim: “sou serva do Senhor; que aconteça comigo conforme a tua palavra” (v. 38). Maria aceita abençoar outras pessoas, mesmo com gravíssimo risco pessoal, através do nascimento deste menino. Ou seja, a graça que havia em Maria a levou a ser instrumento para abençoar milhões de pessoas que ela nunca conheceu!
Como Deus age? Ele não precisava salvar a humanidade. Os homens não tinham nada a lhe oferecer em troca. Mas, decidiu salvá-los porque nele habita uma imensa graça que quer salvar, mesmo que eles não mereçam. Por isto enviou Jesus no Natal para que sua graça fluísse através de seu Filho alcançando todos aqueles que creem em Cristo. Ou seja, a graça que há em Deus o levou a fazer de Jesus o seu instrumento para a salvação de milhões de pessoas!
 Este casal é a representação humana do caráter de Deus. Esta é uma das razões pela qual Deus os escolheu para ser os pais de Jesus. José representa a justiça que assume a culpa do outro para salvá-lo; Maria representa a graça que abençoa outros gratuitamente mesmo pagando um alto preço pessoal. A justiça e a graça se casaram: nasceu a salvação. Em Deus, os atributos da justiça e da graça estão casados para todo o sempre e, por este motivo, um menino nasceu em Belém!

Eu imagino, e é apenas imaginação, uma conversa entre Deus Pai e Deus Filho antes dele se encarnar, assim: “Filho Amado, quando você descer e assumir a natureza humana, tornando-se uma frágil criança, eu vou lhe colocar numa família que é parecida comigo. Com eles, você se sentirá em casa”.

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