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Lucas 14.34-35 - O DISCÍPULO DE JESUS FAZ A VIDA FICAR SABOROSA

O CUSTO DO DISCIPULADO DE JESUS (3ª Parte)
O DISCÍPULO DE JESUS FAZ A VIDA FICAR SABOROSA

A alimentação é um dos aspectos de grande importância da vida moderna. A busca de uma alimentação saudável saiu da geração “fitness” e agora invade toda a sociedade. Os programas culinários na televisão e no rádio atraem milhares de pessoas. Neste mundo da gastronomia, todos sabem o valor do tempero. Já comeu sopa sem sal? Já comeu carne sem sal e sem tempero? Não dá nem para imaginar. Ao falar do seu discipulado, Jesus usou o exemplo do sal numa refeição. Vamos aprender dele em Lucas 14.34-35.
Jesus está encerrando seu ensino acerca do que significa ser discípulo dele. Disse que o discípulo deve amar mais a ele do que sua própria vida, família ou bens. Disse também que ninguém é obrigado a ser discípulo dele, mas quem quiser, terá de calcular se vale a pena para sua vida enfrentar um discipulado tão exigente e radical. Ele termina ensinando mais acerca do seu discipulado com uma comparação: “o sal é bom. Mas se ele perder o sabor, como restaurá-lo?” (v. 34). A comparação do seu discípulo é com o sal. Na alimentação, o sal é imprescindível para a função de temperar. O objetivo do tempero é tornar a comida agradável ao paladar. Ou seja, além de ser um alimento em si, o tempero nos ajudar a alimentar-nos e saborear a comida (que o diga quem já comeu um churrasco, uma feijoada ou mesmo o tradicional arroz com feijão bem temperados). Portanto, o sal é bom, como disse Jesus. O que isto significa no discipulado? Assim como o sal tem a função de temperar e tornar a comida saborosa, também o discípulo de Jesus tem a função de entrar no mundo em que ele vive, em todos os seus lugares e antros, e tornar a vida mais “saborosa” de se viver para todos que convivem com ele. O discípulo não é invisível, não é um zero à esquerda, não é um “agente secreto do Reino”. Preste atenção: para onde for, o discípulo de Jesus trará paz, união, responsabilidade de uns para com os outros, solidariedade, ajuda, alegria, reflexões, revisões de pensamentos, desafio ao exercício de uma fé verdadeira e pertinente, etc. Ele só fará isto se for uma pessoa de opinião e não tiver medo de expressá-la. Claro que esta opinião deve ser baseada no ensino de Jesus e da Bíblia. Se você é discípulo de Jesus, a minha pergunta é: você produz estes acontecimentos nos grupos que você frequenta?
O sal sempre será cloreto de sódio e nunca deixará de ser isto, mas na época de Jesus, o sal usado era impuro. Era uma mistura de cloreto de sódio com outros pós. Quando, de alguma forma, era lavado, o sal perdia o sabor. É isto que Jesus queria dizer quando analisou a possibilidade do sal perder seu sabor. Se o sal for insípido (sem sabor) não há como restaurá-lo. É interessante que no grego do Novo Testamento a palavra “insípido”, quando aplicado a pessoas, também significa “tolice” ou alguém vazio. Ou seja, se aquele que se diz discípulo for uma pessoa vazia dos ensinamentos de Cristo, que segue o que todo mundo pensa e faz, é mais um na multidão, nunca confronta ninguém acerca dos erros dele, não pede desculpas quando erra e não faz diferença nenhuma a sua presença num determinado grupo, então, sinceramente, não é discípulo de Jesus! O que acontece com esta pessoa no discipulado? “Não serve nem para o solo nem para adubo; é jogado fora” (v. 35). Tal pessoa é “lançada fora”, pois não presta para nada. Ou seja, uma pessoa amorfa deste jeito não será ouvido para nada que seja importante para os outros porque não tem nada para oferecer. Sua presença não fará diferença real alguma.
Jesus conclui: “aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça” (v. 35). Quem quiser ser discípulo de Jesus que siga estes ensinamentos. Quem não quiser ouvir, viva do jeito que bem desejar. Uma coisa que Jesus não faz é ficar implorando para que as pessoas o sigam (interessante que boa parte dos pastores de hoje ficam de joelhos implorando para que as pessoas sigam Jesus e prometendo a elas “mundos e fundos”; como são tolos!). Cada um é responsável pelas escolhas de sua vida e pelas consequências delas.

Ser discípulo de Jesus é ser diferente do mundo e parecido com ele. Ser discípulo de Jesus é fazer a diferença em todos os grupos reais e virtuais que você participa. Ser discípulo de Jesus é entrar de cabeça na amizade com todo tipo de pessoa, não para ser igual, mas para mostrar a vida diferente que só Jesus pode oferecer. Ser discípulo de Jesus é amar as pessoas, considerá-las importantes e fazer o bem sempre. Ser discípulo de Jesus é repartir a vida maravilhosa que ele lhe deu com todas as outras pessoas.

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